Terça-feira, 18 de fevereiro de 2025 - 07h56

Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), por meio de seu Grupo
de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com as
Polícias Militar e Civil do Estado de Rondônia, deflagrou, na manhã desta
terça-feira (18/2), a Operação Red Ignis, com o objetivo de cumprir mandados de
prisão temporária, internação provisória de adolescente e busca e apreensão,
expedidos pelos Juízos da 4ª Vara Criminal e da Vara Infracional e de Execução
de Medidas Socioeducativas de Porto Velho.
A Operação Red Ignis decorre de investigação conduzida pelo Núcleo de
Enfrentamento aos Crimes Cometidos por Facções Criminosas (Nufac) do Gaeco, com
o apoio operacional de integrantes da Força-Tarefa Integrada de Combate ao
Crime Organizado do Estado de Rondônia da Secretaria de Estado de Defesa e
Cidadania (FTICCO).
A investigação tem como objetivo apurar a autoria intelectual (mediata)
e direta (imediata) dos ataques a bens e instituições públicas e privadas,
ocorridos durante o mês de janeiro de 2025, como tentativa de retaliação dos
criminosos à atuação incisiva das forças de segurança pública no combate à
criminalidade organizada na capital do estado, em especial às ações de retomada
e ocupação de conjuntos habitacionais nos quais se concentravam integrantes de
facções criminosas.
A ação visa cumprir 5 (cinco) mandados de prisão temporária, 1 (um)
mandado de internação provisória de adolescente e 13 (treze) mandados de busca
e apreensão, todos na cidade de Porto Velho.
Além de integrantes do Gaeco e da FTICCO, participaram do cumprimento
Policiais Militares do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), do Batalhão de
Policiamento Tático de Ação e Reação (BPTAR), do Batalhão de Choque (BPChoque),
do Batalhão da Polícia de Fronteiras e Divisas (BPFRON) e do Centro de
Inteligência (CI) da Polícia Militar do Estado de Rondônia (PMRO), bem como
Policiais Civis da Delegacia Especializada na Apuração de Atos Infracionais
(DEAAI), formando um efetivo de aproximadamente 100 (cem) agentes de segurança
pública.
O nome da Operação corresponde à expressão “fogo vermelho” em latim, em
referência aos incêndios e explosões que foram praticados por supostos
integrantes de facção criminosa na tentativa de retaliar ações de segurança
pública contra grupos criminosos atuantes e instalados em condomínios
residenciais populares em Porto Velho.
O MPRO reforça seu compromisso com as forças de segurança pública no
combate à criminalidade organizada, visando à garantia da paz e tranquilidade
públicas.
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