Quarta-feira, 15 de abril de 2026 - 08h20

O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio da Promotoria de
Justiça de Espigão do Oeste, denunciou um homem por latrocínio, sequestro,
cárcere privado, tortura e fraude processual, após a morte de uma mulher
ocorrida na zona rural do município.
O crime aconteceu na manhã do dia 2 de abril de 2026, na Estrada do
Calcário. Segundo a investigação, a vítima, uma empresária da cidade, foi
atraída por meio de uma falsa negociação, mantida sob domínio do suspeito e,
depois, morta com golpes de arma branca.
De acordo com a denúncia, o suspeito, que encontra-se preso, entrou em
contato com a vítima dias antes, fingindo interesse na compra de joias e de um
imóvel. Ele teria dito que havia recebido uma herança, para convencer a vítima
a marcar um encontro.
No dia combinado, a mulher foi levada até um local afastado. Lá, teve a
liberdade restrita. Ela ficou sob vigilância, sem chance de sair ou pedir
ajuda. Ainda conforme o MPRO, a vítima foi agredida e sofreu golpes com objeto
cortante. Esses golpes atingiram órgãos vitais, como o coração e os pulmões.
A morte ocorreu por choque causado pela perda de sangue após perfuração
no coração. O laudo pericial confirmou as lesões e a causa da morte. Após o
crime, o suspeito teria levado joias, documentos e celular da vítima. O valor
das joias foi estimado em cerca de R$ 500 mil.
Segundo a denúncia, ele também ateou fogo no carro da vítima. A ação
teria o objetivo de apagar vestígios e dificultar o trabalho da polícia e da
perícia. O MPRO aponta que a vítima passou por sofrimento físico e mental antes
da morte. Ela foi mantida vendada e sem liberdade.
O Ministério Público pediu a condenação do acusado e a reparação mínima
de R$ 800 (oitocentos) mil à família da vítima. Também solicitou a continuidade
das investigações para identificar possíveis outros envolvidos.
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