Terça-feira, 13 de janeiro de 2026 - 13h29

O Ministério Público
de Rondônia (MPRO) realizou, na segunda-feira (12/1), uma reunião com
representantes da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e de outros órgãos
do Governo do Estado para tratar da ausência de cargos da educação especial no
edital do concurso público da educação, publicado no dia 6 de janeiro.
A reunião foi
conduzida pela coordenadora do Grupo de Atuação Especial da Educação (Gaeduc),
promotora de Justiça Luciana Ondei Rodrigues Silva, que explicou que o MPRO
acompanha, desde 2024, a situação da falta de profissionais na rede estadual,
especialmente na educação especial. Segundo ela, após a publicação do edital,
chegaram ao Ministério Público reclamações sobre a inexistência de vagas para
cargos diretamente ligados ao atendimento educacional especializado.
O objetivo do
encontro foi obter esclarecimentos e avaliar possíveis ajustes no edital ainda
no prazo de inscrições, evitando prejuízo ao atendimento de crianças e
adolescentes com deficiência nas escolas estaduais.
Questionamentos
Durante a reunião, o
MPRO destacou a necessidade de profissionais como cuidadores, intérpretes de
Libras, professores de Libras, professores de braile, além de equipes
multidisciplinares, com psicólogos e assistentes sociais. A promotora de
Justiça ressaltou que o Ministério Público vem cobrando, em reuniões sucessivas,
a realização de diagnóstico sobre a real demanda da rede estadual para esses
cargos.
Segundo o MPRO, o acompanhamento busca evitar que professores sejam retirados da sala de aula para exercer outras funções e assegurar que o concurso público seja planejado com base nas necessidades reais da educação.
Esclarecimentos
Representantes da Seduc informaram que o concurso lançado priorizou, neste
primeiro momento, a contratação de professores e técnicos administrativos,
diante do déficit histórico desses profissionais e de cobranças de órgãos de
controle. A Secretaria explicou que há estudos técnicos em andamento para
definir a melhor forma de atendimento da educação especial, avaliando
alternativas como contratação temporária, terceirização ou concurso específico
para alguns cargos.
O MPRO concedeu prazo
até quarta-feira (14/1) para que a Seduc, em conjunto com a Procuradoria-Geral
do Estado, Secretaria de Finanças e Secretaria de Planejamento, apresente
documento com justificativas técnicas e jurídicas sobre cada cargo questionado.
A resposta deve
esclarecer se há necessidade real dos profissionais, se é viável incluí-los no
edital atual, quais são os impedimentos legais ou orçamentários e quais
soluções alternativas estão sendo propostas para atender os estudantes com
deficiência.
A promotora de Justiça destacou que “a deliberação sobre eventual inclusão de cargos ou outros ajustes necessários no edital para garantia do direito à educação dos estudantes com deficiência, se dará após análise das justificativas apresentadas.”
Em andamento
O edital publicado prevê vagas para professores e técnicos educacionais. De
acordo com a Comissão do Concurso da Seduc, o certame já conta com 48 mil
inscritos e é considerado o maior certame do Brasil em andamento.
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