Quinta-feira, 16 de abril de 2026 - 08h50

O Ministério Público
Federal (MPF) abriu um procedimento administrativo para acompanhar as políticas
públicas e tratar de falhas sistêmicas em políticas voltadas a pessoas idosas
em Rondônia. O órgão também enviou ofício à Secretaria Estadual de Ação Social
(Seas) para que apresente a relação das instituições de atendimento aos idosos
e indique a origem, a finalidade e os valores das verbas federais recebidas
para atendimento à pessoa idosa. A Seas tem 15 dias para enviar as informações.
O órgão também informou à
Seas que tem cadastrado entidades interessadas em receber valores e bens
provenientes de acordos extrajudiciais. Esse banco de dados de instituições
serve para que o MPF faça a destinação de valores ou bens obtidos com os
acordos. A participação é voluntária e a inscrição não implica, por si só, a
destinação de recursos, mas habilita os cadastrados a serem considerados nas
decisões sobre a aplicação de valores provenientes de multas, acordos ou outras
medidas de responsabilização. O processo de inscrição é contínuo e deve ser
feito por meio do envio eletrônico do formulário de adesão, disponível no sítio
eletrônico do MPF em Rondônia, acompanhado da documentação exigida.
Idosos vulneráveis – O
MPF abriu o procedimento administrativo para acompanhar as políticas públicas
voltadas a pessoas idosas em Rondônia após uma reunião com representantes da
Associação Rondoniense de Apoio e Promoção dos Direitos da Pessoa Idosa
(Aradpi).
A associação informou que
existem aproximadamente 211 mil idosos em Rondônia, sendo 52 mil residentes em
Porto Velho. Em contradição, há poucas instituições de apoio aos idosos no
estado. Cidades com mais 100 mil habitantes devem ter instituições de longa
permanência (ILPI), centros de convivência (CCI) e centros de dia (CDI). Em
Rondônia, há apenas dois ILPIs, com capacidade limitada, enquanto o número de
idosos em vulnerabilidade total ultrapassa 80 casos críticos monitorados pela
associação.
Em parceria com a
Defensoria Pública da União (DPU), a associação informou que tem atuado para
regularizar documentos e obter benefícios/aposentadorias para idosos oriundos
de outros estados, em casos de extrema pobreza e fome. Os representantes da
associação também informaram ao MPF que há 32 mil idosos aguardando consulta
com especialista; 26 mil aguardando exames; e 22 mil aguardando cirurgias. Eles
afirmaram que 35% morrem antes do atendimento, em meio a um jogo de empurra de
responsabilidades entre as esferas federal, estadual e municipal.
Os representantes também
mencionaram um projeto de transformar áreas abandonadas do estado em centros de
convivência e consultórios médicos em parceria com faculdades. Também relataram
episódios de maus-tratos e desrespeito a idosos em delegacias, exemplificando a
necessidade de capacitação dos agentes públicos para lidar com a população
idosa.
Sexta-feira, 5 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
O Ministério Público de Rondônia (MPRO) obteve a condenação de quatro integrantes e aliados de uma organização criminosa, em sessão do Tribunal do J

Justiça Rápida Itinerante leva quase 7 mil atendimentos a comunidades ribeirinhas em Rondônia
As distâncias amazônicas não foram barreiras para a garantia de direitos. Entre os dias 24 de abril e 7 de maio, a Justiça Rápida Itinerante Fluvial

MPRO denuncia acusado pela morte de enfermeira indígena em São Miguel do Guaporé
O Ministério Público de Rondônia (MPRO) apresentou denúncia contra um homem acusado de matar a enfermeira indígena Gleicia Arikapu, na Aldeia Arikapu

TRT-14 doa equipamentos de informática ao Hospital de Amor da Amazônia
Equipamentos que antes compunham a estrutura tecnológica da Justiça do Trabalho da 14ª Região ganharam uma nova missão: apoiar o atendimento de paci
Sexta-feira, 5 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)