Segunda-feira, 2 de março de 2026 - 11h05

O Ministério Público de Rondônia
(MPRO), na última sexta-feira (27/2), por meio do Grupo de Atuação Especial da
Educação (Gaeduc), expediu recomendação para que o Governo do Estado de
Rondônia adote medidas para assegurar a educação inclusiva nas escolas da rede
estadual, sejam elas rurais, ribeirinhas, indígenas, quilombolas ou urbanas.
O
documento foi direcionado à Secretaria de Estado da Educação (Seduc), à
Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog), à Superintendência
Estadual de Gestão de Pessoas (Segep) e ao Conselho Estadual de Educação. A
medida foi tomada após análise de dados do Censo Escolar de 2024 e de
diligências realizadas em inquérito civil que acompanha a política de educação
especial no Estado.
A
recomendação foi assinada pela coordenadora do Gaeduc, promotora de Justiça
Luciana Ondei Rodrigues Silva. O objetivo é garantir que estudantes com
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades tenham
acesso, permanência e aprendizado na escola regular.
Falta de
salas e de atendimento especializado
Dados do
Censo Escolar mostram que a rede estadual possui 411 escolas. Destas, 319 têm
alunos da educação especial matriculados. No entanto, apenas 246 contam com
Sala de Recursos Multifuncionais.
Essas
salas são espaços dentro da escola com materiais e equipamentos que ajudam o
aluno a aprender. Nelas funciona o Atendimento Educacional Especializado (AEE),
que complementa as aulas comuns e não substitui a sala regular.
O
levantamento aponta que parte dos alunos está matriculada em escolas sem essas
salas. Também há unidades que possuem a estrutura, mas não oferecem o
atendimento.
Problemas
de acessibilidade
O MPRO
também identificou falhas na estrutura física das escolas. Há unidades sem
banheiro adaptado para pessoas com deficiência. Outras não possuem recursos
básicos de acessibilidade. Em algumas, as salas de aula não permitem a
circulação de alunos com dificuldade de locomoção.
A
recomendação orienta o Estado a fazer adaptações, como instalação de banheiros
acessíveis, melhorias nas salas de aula e oferta de transporte escolar efetivo
e adequado.
Déficit
de profissionais
O
inquérito civil apontou falta de profissionais para atender a demanda da
educação especial. Entre os cargos necessários estão professores do AEE,
intérpretes de Libras, professores de Braille, cuidadores e mediadores. Esses
profissionais ajudam o aluno a se comunicar, se locomover e acompanhar as
atividades escolares.
Segundo
os dados reunidos pelo MPRO, há necessidade de contratação de centenas de
profissionais para o ano letivo de 2026. O MP também destacou que editais de
concurso público lançados neste ano não previram vagas específicas para esses
cargos.
Matrícula
sem exigência de laudo
A recomendação
reforça que a escola não pode exigir laudo médico para matricular aluno com
deficiência, já que a matrícula é um direito garantido a toda criança e
adolescente. A escola deve receber o estudante e oferecer o apoio necessário
para acesso.
A recomendação
também orienta a realização de estudo individual de cada aluno, com objetivo de
identificar barreiras e definir estratégias de ensino adequadas e específicas.
O Estado deve ofertar acesso e matrícula, além de garantir a busca ativa
escolar.
Planejamento
e acompanhamento
O MPRO
recomendou que o Estado organize o planejamento do atendimento especializado
dentro da própria escola onde o aluno estuda. Também orientou que seja feito
levantamento atualizado da necessidade de profissionais em cada região do
Estado. O objetivo é alinhar o número de servidores às necessidades reais dos
estudantes.
Na
Recomendação, o MPRO deu o prazo de trinta dias para ser apresentado plano de
ação detalhado contemplando todas as ações necessárias ao cumprimento das
medidas recomendadas, acompanhado de cronograma específico, definição de
responsáveis e da respectiva previsão orçamentária, priorizando-se, com maior
celeridade, as medidas de caráter imediato e com mesmo prazo, especialmente
aquelas indispensáveis à organização do ano letivo de 2026.
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