Terça-feira, 5 de maio de 2026 - 12h20

Um júri realizado na segunda-feira (4/5), em Guajará-Mirim, resultou na
condenação de um homem a 111 anos de prisão por uma chacina ocorrida em 2013. O
julgamento contou com a atuação dos promotores de Justiça Marcus Alexandre
Oliveira e Luciano Aquino Rodrigues. O réu foi julgado à revelia, pois está
foragido desde 2016.
Crime
De acordo com a denúncia, o condenado, Tanus dos Santos, foi responsável
pela morte de Luciene de Almeida, de 28 anos, e dos filhos dela, Elizandro
Almeida Lima Tavares, de 15 anos, e Renato Almeida Paiva, de apenas 5 anos. O
irmão de Luciene, Jokley Lima Brito, de 20 anos, também foi baleado e morreu
dias depois.
Segundo as investigações, as vítimas foram atingidas por tiros na
cabeça. O acusado mantinha um relacionamento com a mulher na época. O inquérito
apontou que ele já vinha agredindo a vítima.
No dia do crime, o homem estava sob efeito de cocaína e bebida
alcoólica. Ele matou a mulher e o filho de cinco anos com tiros na testa. Antes
de matar a namorada, ele a obrigou a ligar para a mãe e pedir que o irmão e o
outro filho fossem até a casa. Quando eles chegaram, também foram emboscados e
atingidos por disparos.
Repercussão
O caso gerou comoção na época. Após a prisão do acusado, houve tentativa
de invasão à delegacia. Ele foi transferido para o presídio de Nova Mamoré e,
depois, para o presídio conhecido como Pandinha, em Porto Velho. O homem fugiu
após dois anos e três meses e segue foragido. Ele consta na lista de difusão
vermelha da Interpol, que reúne pessoas procuradas internacionalmente.
Julgamento e pena
O promotor de Justiça Marcus Alexandre de Oliveira, que coordena o
Núcleo de Apoio ao Júri, explicou que, na época dos fatos, ainda não existia a
tipificação de feminicídio. Os jurados reconheceram homicídio qualificado e as
circunstâncias que tornam o crime mais grave, como motivo fútil e o uso de
recurso que dificultou a defesa das vítimas. Também houve aumento de pena por
haver criança entre as vítimas.
O réu foi condenado pela morte de Jokley como forma de encobrir os
homicídios de Luciene e de Renato. A pena também foi ampliada pela ligação
entre os crimes.
Pelas mortes de Luciene e Renato, a pena foi de 29 anos e 6 meses para
cada. Pelas mortes de Jokley e Elizandro, a pena foi de 25 anos e 6 meses para
cada, totalizando 111 anos de prisão.
Presença da família
A família das vítimas acompanhou o julgamento e se mostrou emocionada
com o resultado.
O julgamento ocorreu sem a presença do condenado, que não foi localizado
pelas autoridades. À época dos fatos, ele tinha 23 anos.
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