Sexta-feira, 23 de maio de 2014 - 06h30
A qualificação dos policiais, o fortalecimento do setor de tecnologia e a participação da população através da prestação de informações são responsáveis pelo elevado índice de esclarecimento dos crimes de homicídio em Porto Velho, segundo o delegado Jeremias Mendes, titular da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes Contra a Vida – DECCV. Ele diz que 20% das ocorrências envolvem consumo de álcool e são decorrentes de decisão precipitada e imprevisíveis. Os outros 80% dos casos têm como fator motivador o consumo e tráfico de drogas.
O delegado Jeremias explica que, nos assassinatos em que as drogas são componente decisivo, os envolvidos são, em geral, pessoas conhecidas da polícia. “Quando investigamos crimes com estas características buscamos imediatamente a ficha criminal da vítima e suspeitos. Sempre há uma relação entre eles”, diz o policial. As vítimas são, segundo as estatísticas, jovens com idade entre 18 e 35 anos.
Copa
Os casos considerados isolados são aqueles em que o autor do crime toma uma decisão precipitada, normalmente sob efeito de bebidas alcoólicas. O delegado Jeremias diz que este tipo de ocorrência pode crescer durante os jogos da Copa do Mundo, pois haverá mais pessoas embriagadas em eventos de grande aglomeração. “Nestas circunstâncias, um esbarrão em alguém é suficiente para desencadear uma discussão e um crime”, admite.
Em média, a DECCV registra dez ocorrências por mês em Porto Velho. Até o último dia 21, havia oito registros anotados. No mês passado foram 10. Em 2013 foram anotados 525 casos.
Diferenciado
O índice de ocorrências tem se mantido na média, mas o de casos esclarecidos apresenta avanços e isto, segundo o delegado Jeremias, devem ser atribuídos à qualificação dos policiais, dos recursos tecnológicos disponibilizados pelo governo do Estado e à contribuição da população, que telefona para oferecer informações sobre suspeitos.
“O policial que investiga homicídio tem perfil diferente e recebe qualificação específica. Temos pessoal devidamente preparado para esta tarefa”, destaca o delegado Jeremias. Os cursos são promovidos pela Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), órgão do Ministério da Justiça. A favor da equipe favorecem os investimentos feitos pelo governo do Estado no Instituto Médico Legal (IML), no laboratório de DNA, por exemplo.
Contra o trabalho dos investigadores há um problema crônico que Jeremias Mendes ainda tenta resolver: a preservação do local do crime. Pessoas não informadas sobre os procedimentos corretos invadem o espaço e alteram a cena da ocorrência, o que dificulta o trabalho posterior da perícia. Isto ocorre antes que a Polícia Civil seja acionada. “Sem a manutenção do cenário, os peritos têm seu trabalho prejudicado. É uma questão que ainda vamos resolver”, promete.
Fonte
Texto: Nonato Cruz
Decom - Governo de Rondônia
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