Porto Velho (RO) quinta-feira, 3 de dezembro de 2020
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Empresário usa nome falso desde os 20 anos


EMPRESÁRIO ENVOLVIDO NA OPERAÇÃO DOMINÓ, SIDNEI GONÇALVES NOGUEIRA, USA NOME FALSO DESDE OS 20 ANOS

O empresário Sidnei Gonçalves Nogueira, proprietário da empresa Signo Imobiliária e sócio da Atlântica Motos Ltda, investigado pela Operação Dominó, deflagrada pela Polícia Federal em Rondônia para apurar esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a Assembléia Legislativa de Rondônia, usa nome, identidade e documentos falsos.

A Polícia Federal tentava prendê-lo havia mais de trinta dias, a mando do Juiz Federal Élcio Arruda, titular da Terceira Vara da Justiça Federal no Estado. No dia 19 passado, os agentes federais montaram campana nas imediações da porta de entrada da Justiça Federal para prendê-lo – sabendo que ele possivelmente compareceria para ser interrogado. Quando Sidnei se aproximou da porta de entrada, acompanhado de advogados de defesa, agentes federais, armados e munidos do competente mandado de prisão, deram-lhe voz de prisão, mas ele, apressou o passo, correu e ingressou rapidamente no edifício da justiça apresentando-se ao juiz federal que presidente o processo, tendo ao seu encalço os policiais federais de arma em punho, dando-lhe voz de prisão.

Depois de ser interrogado, seus advogados entraram com pedido de revogação da prisão preventiva. O juiz Élcio Arruda não revogou o mandado de prisão, mas suspendeu provisoriamente seu cumprimento, liberando o denunciado sob as condições de comparecer perante a autoridade todas as vezes que for intimado para os atos do processo, de não se ausentar por mais de 08 dias de sua residência, sem comunicar à autoridade o lugar onde pode ser encontrado, e de entregar o passaporte à justiça, sob pena de revogação do termo de compromisso e do conseqüente cumprimento do mando de prisão do empresário.

O VERDADEIRO NOME DE SIDNEI NOGUEIRA É JOSÉ CALEIDE MARINHO DE ARAÚJO

O empresário Sidnei Gonçalves Nogueira, usa nome falso e identidade falsa há muitos anos. Seu nome verdadeiro é José Caleide Marinho de Araújo.  Ele confessou durante o interrogatório que utiliza nome falso e que fez uso desse artifício para ocultar sua verdadeira identidade e preservar sua vida, que esteve ameaçada quando ele se envolveu num assassinato na cidade amazonense de Codajá, quando tinha 20 anos de idade. Envolvido numa briga, e sendo atacado por vários desafetos, sacou de um revólver e (segundo ele), em legítima defesa, matou um de seus agressores.

Enquanto na sua carteira de identidade aparecem como pais Heitor Motta Nogueira e Diana Alves Nogueira (pais fictícios inventados por Sidnei Nogueira para compor sua falsa identidade), nos documentos verdadeiros seu nome é José Caleide Marinho de Araújo e seus pais são Francisco Freitas de Araújo e Francisca Marinho de Araújo. Essa descoberta foi feita através do Sistema Automático de Identificações de Impressões Digitais, que cruzou informações e chegou à verdadeira identidade de Sidney Nogueira e possibilitou sua identificação como autor do homicídio ocorrido no ano de 1984, no município de Codajás, Amazonas. Na investigação, verificou-se também que o CPF do denunciado encontra-se suspenso enquanto o utilizado com nome de falso de Sidnei Nogueira apresenta situação regular.

EMPRESÁRIO FOI ENVOLVIDO NA OPERAÇÃO DOMINÓ

A empresa de Sidnei Nogueira (ou de José Caleide Marinho de Araújo), Signo Factoring, ficou na mira da Operação Dominó, acusada de ser a base principal de lavagem de dinheiro proveniente da Assembléia Legislativa de Rondônia. O esquema teria rendido cerca de 70 milhões de reais, e foi investigado pela Polícia Federal. Segundo o MPF, Sidnei concedia adiantamentos e empréstimos a deputados estaduais mediante desconto em folha de pagamento, em consignação, ou até mesmo cheques supostamente proveniente de salários de servidores com cargos comissionados da Assembléia Legislativa, como se fosse empréstimo contratado por servidor da ALE, que muitas vezes não tinha a mínima tinha noção da existência e do mecanismo de funcionamento do esquema.

O processo segue agora para a fase de inquirição de testemunha de acusação arroladas pelo Ministério Público Federal. Se não comparecer à audiência, o réu Sidnei Nogueira (ou José Caleide Marinho de Araújo) poderá ser preso por descumprimento das condições ajustadas com a Justiça Federal.

Fonte: ASCOM/JF/RO

 

 

 

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