Quinta-feira, 21 de maio de 2026 - 07h17

A prisão de
Deolane Bezerra na manhã de hoje jogou uma das influenciadoras mais
conhecidas do país no epicentro de uma investigação sobre lavagem de dinheiro
do PCC. A operação conjunta do Ministério Público e da Polícia Civil de São
Paulo aponta que a advogada teria usado contas pessoais e empresas para
movimentar recursos ligados à cúpula da facção criminosa. O principal alvo
simbólico da ofensiva é Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, já preso em
penitenciária federal, mas novamente atingido por mandado de prisão preventiva.
A Operação Vérnix cumpre seis
mandados de prisão, bloqueia mais de R$ 300 milhões e sequestra carros de luxo
e imóveis ligados aos investigados. Segundo os investigadores, a engrenagem
financeira girava em torno de uma transportadora de cargas de Presidente
Venceslau, no interior paulista, apontada como empresa de fachada da facção. A
suspeita é de que a estrutura servisse para ocultar e reinserir dinheiro do
tráfico na economia formal.
A investigação começou ainda em
2019, após a apreensão de bilhetes dentro da Penitenciária 2 de Presidente
Venceslau. A partir dali, a polícia afirma ter desvendado uma cadeia de
operadores financeiros, familiares de Marcola e empresas usadas para lavar
recursos milionários. Conversas encontradas em celulares apreendidos teriam
mostrado depósitos direcionados às contas de Deolane e de pessoas próximas a
ela. A polícia sustenta que a influência pública, o patrimônio ostentado e a
atividade empresarial formal funcionavam como uma camada de aparente legalidade
para esconder a origem do dinheiro.
Os investigadores dizem ter
identificado depósitos fracionados, movimentações incompatíveis com a renda
declarada e conexões diretas entre operadores do PCC e empresas ligadas à
influenciadora. A Justiça citou risco de fuga, destruição de provas e
sofisticação do esquema ao autorizar as prisões. Parte dos alvos está fora do
Brasil, incluindo investigados localizados na Espanha, Itália e Bolívia. A
defesa de Deolane afirma que ainda analisa o caso.
Sexta-feira, 5 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
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