Porto Velho (RO) quinta-feira, 3 de dezembro de 2020
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Delegado fala sobre caso Olavo Pires



O Ministério Público de Rondônia, por meio da Promotora de Justiça Rosângela Marsaro, uma das titulares da Promotoria do Júri da Capital, ofereceu denúncia contra os executores e partícipes do assassinato do senador Olavo Gomes Pires Filho, a qual já foi recebida, no último dia 2 de junho, pelo Juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri Edvino Preczevski, que acatou o pedido de decretação da prisão preventiva dos denunciados Roberval Luiz Magalhães, Carlos Leonor de Macedo, João Ferreira Lima, Lázaro Peris Botero, Euro Bezerra do Carmo, Braz Rocha Gonçalves, Godofredo Passos Ferreira, Ademir Santos e José Carlos Cavalcante de Brito, para a garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e garantia de aplicação da lei penal, com base no artigo 312 e seguintes do Código do Processo Penal.  

Olavo Pires foi executado com rajadas de metralhadora na noite do dia 16 de outubro de 1990, em frente à empresa Vepesa, uma revendedora de máquinas pesadas, na Avenida Jorge Teixeira, em Porto Velho. O político disputava o segundo turno das eleições para o governo de Rondônia e liderava as pesquisas de intenção de votos.

A prisão temporária de dois dos denunciados – Carlos Leonor de Macedo e João Ferreira Lima – foi considerada essencial para a conclusão do inquérito de apuração da morte de Olavo Pires, bem como possibilitou o levantamento dos demais envolvidos, principalmente após a confissão de João Ferreira, preso em Minas Gerais em fevereiro deste ano, veiculada em programa de abrangência nacional.

O Ministério Público concluiu que os denunciados praticaram o crime por motivo torpe, já que foram contratados por terceiros, ainda não identificados nos autos, para assassinar Olavo Pires, mediante promessa de receberem, como pagamento, a quantia de três quilos de ouro. 


O CRIME
 

De acordo com as investigações, Olavo Gomes Pires Filho chegava à sede da empresa Vepesa – Motorauto, de sua propriedade, por volta das 21 horas do dia 16 de outubro de 1990, para participar de uma reunião com um grupo de professores que já o esperavam em frente ao local. Ao descer do veículo que o trazia, o então Senador Olavo Pires foi surpreendido por Roberval, Carlos Leonor e João Ferreira, que infiltrados entre os participantes da reunião e sem possibilitar qualquer chance de defesa, desferiram vários disparos, atingindo-lhe a parte posterior do tórax e a cabeça, causando morte instantânea.

Euro Bezerra do Carmo, Braz Rocha Gonçalves, Godofredo Passos Ferreira e João Delai teriam monitorado a vítima, momentos antes de sua execução, repassando as informações de sua localização aos seus executores. Para tanto, fizeram uso de um segundo veículo VW Gol, cor branca, placa BM 0386, pertencente à frota da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia. 

Já José Carlos Cavalcante de Brito auxiliou materialmente os denunciados Godofredo Passos Ferreira, Euro Bezerra do Carmo, Braz Rocha Gonçalves e João Delai, fornecendo-lhes o veículo Gol, que se encontrava sob sua responsabilidade para ser utilizado no monitoramento de Olavo Pires Filho, bem como para desvirtuar o foco das investigações policiais, com o nítido objetivo de dificultar a identificação dos envolvidos.

O denunciado Ademir Santos, ciente do plano homicida perpetrado para assassinar o então Senador Olavo Gomes Pires, auxiliou materialmente os denunciados Roberval, Carlos Leonor e João Ferreira, fornecendo-lhes as armas usadas para matar a vítima.

No que tange ao (s) suposto (s) mandante (s) do crime, o Ministério Público requisitou ao Delegado Márcio Mendes a continuidade as investigações, medida esta que já está sendo implementada na Delegacia Especializada em Crimes contra à Vida de Porto Velho. 


Fábia Assumpção MTE/372/AL
Fonte: Ascom MPRO

 

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