Quarta-feira, 29 de agosto de 2007 - 16h25
Polícia Federal vai instalar câmeras em pontos estratégicos do Rio Solimões, apertando a vigilância contra o tráfico de drogas na região
A partir do final de setembro, a cidade de Tabatinga, na fronteira do Brasil com a Colômbia, e o Rio Solimões, a principal ligação entre a região e Manaus, vão ter monitoramento por câmeras para evitar o tráfico de drogas. A Operação Garatéia, como vem sendo chamada, é a primeira experiência dessa natureza desenvolvida pela Polícia Federal e poderá ser estendida por outros estados. O trabalho vem sendo feito em parceria com o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Comando do Exército e a Justiça.
A Operação Garatéia — nome amazônico de um anzol de várias pontas — está implantando 16 câmeras em locais estratégicos e secretos de Tabatinga, por onde passa parte da droga que entra no Brasil, vinda da Colômbia. “Achamos suficiente esse número de câmeras, pelo fato de todas estarem localizadas em pontos considerados chaves para localizar quem está entrando com drogas”, afirma o coordenador-geral de Operações Especiais de Fronteiras da Polícia Federal, delegado Mauro Spósito.
O monitoramento também será feito no Rio Solimões, por onde passam centenas de embarcações diariamente rumo a Manaus e outras cidades ribeirinhas da região. É pelas águas do rio que também entra a droga no país, muitas vezes em pequenas quantidades, transportadas por “mulas”, que são pessoas contratadas pelo narcotráfico para fazer as viagens. Atualmente, os barcos são parados no rio por agentes da Polícia Federal da Base Anzol, uma unidade localizada às margens do Solimões.
Monitoramento
A partir de setembro, além da Base Anzol, a fiscalização será feita também por câmeras, instaladas às margens do Rio Solimões e Içá, na cidade de Santo Antônio do Içá. “O esquema será o mesmo, só que voltado para os dois rios”, explica Spósito. Hoje, agentes federais fazem o rastreamento de parte do leito do Solimões utilizando binóculos. “Com as câmeras, o alcance do nosso trabalho será bem maior”, acrescenta o delegado.
Junto com os equipamentos, a PF está instalando um canhão de luz com alcance de cinco quilômetros, que será usado à noite pelos agentes. Um radar com capacidade para abranger uma área de até seis quilômetros localiza os barcos ou pessoas suspeitas e, imediatamente, um foco é lançado no local, ativando as câmeras. Em seguida, os policiais são acionados para realizar a fiscalização.
Além da Base Anzol, a PF mantém hoje na fronteira do Brasil com a Colômbia, a Operação Cobra — junção das siglas iniciais dos dois países — responsável pelo combate ao tráfico na região. O projeto chegou a ser considerado pelo governo americano como um dos mais bem sucedidos na América do Sul. A Polícia Federal implantou a unidade e dotou-a de equipamentos de última geração, mantendo uma troca de informações entre todos os países próximos à Região Norte do Brasil.
Fonte: Correio Brasiliense
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