Quarta-feira, 7 de abril de 2010 - 14h45
BRUNO GARCIA/JULIANA MICHAELLA
Midia News
Pelo menos três pessoas que, supostamente, faziam parte do braço político do esquema de fraudes desarticulado pela Polícia Federal, durante "Operação Hygeia", foram presas na manhã desta quarta-feira (7).
São elas: o tesoureiro regional do PMDB, Carlos Roberto de Miranda, o secretário-geral da sigla, Rafael Bastos, e José Luiz Bezerra, sobrinho do deputado federal Carlos Bezerra, presidente regional do partido. Também foi preso o ex-prefeito de Santo Antônio do Leverger, Faustino Dias (DEM).
A prisão temporária de Carlos Miranda foi confirmada pelo seu advogado, Ulisses Rabaneda, que disse que só se pronunciará após tomar conhecimento do processo. Ele adiantou que a prisão diz respeito às cusações referentes a fraudes em licitações da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
Carlos Miranda é considerado o "braço-direito" de Carlos Bezerra (PMDB), que também já foi presidente do INSS e indicou correligionários para a Funasa. Entre os peemedebistas, também foi preso pela PF Marcos Alberto Sanderlin, superintendente regional da Funasa.
A detenção de Faustino Dias foi revelada pelo filho do ex-prefeito, Silvio Dias, que esteve pela manhã na sede da Polícia Federal, em Cuiabá. Faustino foi preso na cidade de Santo Antônio. O filho firmou que seu pai não teria envolvimento no esquema de fraudes.
Ao todo, durante a operação, serão cumpridos 76 mandados de busca e apreensão e 35 mandados de prisão temporária nos Estados de Mato Grosso, Rondônia, Goiás, Minas Gerais e Distrito Federal, dos quais 17 são em desfavor de servidores públicos.
Já foram feitas 15 prisões, sendo 14 em Cuiabá e uma em Canarana. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Sinop, Pontes e Lacerda e Cáceres (estas duas cidades, no Oeste do Estado).
Em Mato Grosso, no total, serão 26 mandados de prisão temporária e 59 de mandados de busca e apreensão. Também estão envolvidos na operação as cidades de Tangará da Serra e Santo Antonio do Leverger.
Balanço
Até às 11h de hoje, a Polícia Federal tinha o seguinte balanço da Operação Hygeia:
07 servidores da Funasa em Cuiabá;
01 servidor da Funasa em Brasília;
03 ex-servidores da Funasa, que estavam sendo investigados quando ainda pertenciam ao quadro;
01 servidor público da Secretaria Municipal de Saúde de Tangará da Serra;
01 servidor público da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Velho (RO);
02 servidores públicos da Secretaria Municipal de Saúde de Timóteo (MG);
02 servidores públicos estaduais de Mato Grosso.
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