Porto Velho (RO) quarta-feira, 23 de junho de 2021
×
Gente de Opinião

Energia e Meio Ambiente

Energia fotovoltaica precisa ser política de governo

No Brasil, e ainda mais em Rondônia, o setor público não tem incluído esta fonte de energia sustentável nas suas políticas públicas


Energia fotovoltaica precisa ser política de governo - Gente de Opinião

O Brasil, por suas características, e Rondônia também, possui uma enorme potencialidade para utilizar a energia fotovoltaica. Ainda mais que, como, a partir de 2012, a Aneel-Agência Nacional de Energia Elétrica, permitiu ao brasileiro escolher entre ser apenas um consumidor cativo ou gerar sua própria energia a partir de fontes renováveis, vendendo o excedente para a rede de distribuição da cidade, este tipo de energia ficou ainda mais atrativo porque a rede funciona como uma bateria e, por isto, mesmo que o consumidor tenha créditos a receber, ele é obrigado a pagar uma tarifa por sua disponibilidade. O crédito de energia, tem uma desvantagem, é válido por 36 meses, mas, não é conversível em dinheiro. Só pode ser usado para abater o consumo de outra unidade ou na fatura do mês subsequente. Mas, com esta medida, como a energia elétrica é muito cara, aumentou a quantidade dos que geram sua própria energia. O que gera a expectativa de que, com o crescimento da geração distribuída, sejam cada vez menores as necessidades de investir em expansão dos sistemas de transmissão e distribuição, o impacto ambiental, o volume de carga nas redes e as perdas técnicas. Outro dado importante diz respeito aos equipamentos, pois, desde o dia 1º de agosto os equipamentos de energia solar não têm mais incidência do imposto de importação. A decisão do governo brasileiro em zerar os impostos vale tanto para módulos fotovoltaicos quanto para alguns acessórios. Com isto, as placas solares ficam 12% mais baratas, conforme explicou Sandro Marin, diretor da Tek Trade, empresa especializada na importação de painéis solares.  “As placas fotovoltaicas já tinham um benefício fiscal no âmbito do IPI e ICMS. Sem o imposto de importação aumenta ainda mais o incentivo e isso se traduz em uma redução do custo em 12%. Agora, a única incidência de imposto sobre o custo da placa solar importada é PIS e COFINS”, informa. A medida, publicada no Diário Oficial da União em 22 de julho, tem validade até o final de 2021 e deve impulsionar a implantação de energia limpa no país. Com a redução dos impostos de importação, a energia fotovoltaica se torna cada vez mais competitiva no mercado e, além de produzir energia sustentável, proporciona economia no longo prazo. Logo, o mercado vai ficar mais aquecido, ainda que não se possa estimar o quanto, dada a incerteza econômica por conta da pandemia. No entanto, com certeza, isto irá Mas impulsionar novos projetos tanto residenciais quanto empresariais. Mesmo quem não é do ramo vai ver que vale a pena investir em um sistema fotovoltaíco.

FALTAM CONHECIMENTOS, EXEMPLOS E DETERMINAÇÃO POLÍTICA

Mesmo sem ser prioridade, o Brasil ultrapassou, este ano, a marca de 5 gigawatts (GW) de potência instalada em energia solar fotovoltaica, o que inclui usinas de grande porte (geração centralizada, com 2,68 GW) e sistemas de pequeno e médio portes  em empresas e residências (geração distribuída). Nesta modalidade, com um total de 2,42 GW, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo lideram o ranking dos estados com maior potência operacional. Não há dúvida que a energia fotovoltaica se encontra em plena expansão, de vez que já representa 1,5% da matriz elétrica do Brasil. E, mesmo com a crise do Covid-19, se mostra resiliente à retração econômica, bem como pode ser um importante fator de recuperação pós  pandemia. Basta ver que, entre 2012 e 2019, o setor fotovoltaico gerou 130 mil empregos no Brasil e pode ser um forte impulsionador da retomada econômica. São previstos investimentos até 2025  de R$25,8 bilhões, apenas em projetos já contratados em leilões de energia. Atualmente, as usinas solares de grande porte representam a sétima maior fonte de geração do país, com 92 empreendimentos em operação em nove estados. Mesmo os problemas que afetaram a produção de módulos fotovoltaicos na China não influíram no crescimento deste tipo de energia no Brasil, que superou mesmo obstáculo mais substancial que foi a valorização da moeda americana, que impactou nos custos de importação dos módulos fotovoltaicos e outros insumos. Outro empecilho foi a  suspensão de novos leilões de energia solar pelo governo, porém, em 2019, foi a fonte mais competitiva entre as renováveis nos dois leilões de energia nova realizados, com preços médios abaixo de US$ 21 por MWh. Ainda assim a instalação de um sistema fotovoltaico ainda gera muitas dúvidas, principalmente em termos de valores. Atualmente, uma residência, com até quatro pessoas, consegue instalar placas solares ao custo de aproximadamente R$ 22 mil para suprir  toda demanda de energia. E este valor pode ser financiado em até cinco anos com juros abaixo de 1% ao mês tanto por bancos públicos como privados que têm interesse neste tipo de investimento pelo tempo de geração de energia, com garantia real. O problema real é de conhecimento, de saber, por exemplo,  que quem gasta por volta de R$ 800 de luz por mês, pode instalar um sistema que gera quase toda a energia do imóvel e durante quatro a cinco anos pode pagar o equipamento com prestações no mesmo valor. Ou seja, ao invés de pagar a conta de luz, paga apenas o financiamento e que, depois da quitação do equipamento os módulos fotovoltaicos continuam gerando energia por mais 25 anos praticamente de graça, ou seja, há um ganho, enorme no longo prazo. A verdade é que o desenvolvimento da energia fotovoltaica tem se dado com ações pontuais, mas, mesmo assim, se observa que, nos últimos anos, a queda nos preços da energia solar fotovoltaica chama atenção de muitos estados, a ponto de buscarem alternativas para atrair investimentos nesta fonte. Há estudos que apontam  uma queda de 30% nos preços da energia solar produzida em usinas fotovoltaicas nos próximos oito anos e até o ano de 2050, mais 30% de redução. O custo benefício atraiu os governos estaduais que estão investindo em ações e linhas de crédito para promover a energia solar a mais consumidores.  No Brasil a energia solar pode ser utilizada em residências, comércios, empresas, indústrias, escolas, usinas, estádios, postes de iluminação e em diversos prédios públicos. Porém, o que se observa é que não existem políticas públicas continuadas, nem exemplo de usos deste tipo de energia em obras ou prédios públicos que mostrem sua eficiência e sirvam de exemplo. Inclusive projetos doados aos governos não tem sido utilizados. Mas, em muitos estados, já se observa que os governos procuram criar incentivos, como é o caso dos estados que possuem mais investimentos em energia solar fotovoltaica, que são Minas Gerais, Ceará, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso. Em Rondônia, como na Amazônia e na Região Norte, de uma forma geral, se nota uma grande apatia em relação ao uso deste tipo de energia sustentável. 

Mais Sobre Energia e Meio Ambiente

MP instaura procedimento para acompanhar elaboração de EIA/RIMA do empreendimento Hidrelétrica Cachimbo Alto

MP instaura procedimento para acompanhar elaboração de EIA/RIMA do empreendimento Hidrelétrica Cachimbo Alto

O Ministério Público de Rondônia instaurou procedimento administrativo para acompanhar o Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental

Jirau Energia apoia divulgação de aplicativo em campanha contra queimadas e em favor da biodiversidade da Amazônia

Jirau Energia apoia divulgação de aplicativo em campanha contra queimadas e em favor da biodiversidade da Amazônia

A Jirau Energia diz não às queimadas! Esse ano somos parceiros na divulgação, juntamente com a Secretaria do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (

Parque Natural de Porto Velho é reaberto para visitação

Parque Natural de Porto Velho é reaberto para visitação

O Parque Natural Municipal foi reaberto, sábado (12), para visitação. O espaço ficou fechado pela Prefeitura de Porto Velho por conta das medidas prev

Jirau Energia contribui para ser referência em geração de energia sustentável na Amazônia

Jirau Energia contribui para ser referência em geração de energia sustentável na Amazônia

A Jirau Energia investe em ações que englobam e cuidam de todo o meio, das pessoas, da fauna e da flora, e que contribuem para que a Empresa seja a