Quinta-feira, 6 de maio de 2021 - 15h53

Se a pergunta fosse
feita a um cidadão comum, acostumado a viver com o suor do próprio rosto,
cercado de dificuldades por todos os lados, a resposta, com certeza, seria não;
porém, se ela fosse dirigida àquele tipo de político profissional, habituado a
viver à tripa-forra do dinheiro público, a resposta, de tão óbvia, parece-me
desnecessária. Os exemplos estão aí para quem quiser vê-los. Não é preciso ir
muito longe.
Ensina o dito popular
nada temer quem nada deve. Portanto, quando um político, suspeito de ilicitude,
decide agarrar-se a chicanas legislativas ou até mesmo jurídicas para tentar impedir
o curso natural de uma investigação, é sinal de que existe alguma coisa de estranha
no ar. Atribui-se ao filósofo Platão a frase segundo a qual é compreensível
perdoar uma criança que tem medo do escuro; inaceitável, contudo, é quando o
homem tem medo da luz, isto é, da verdade.
Já escrevi aqui sobre os
benefícios que algumas CPI’s trouxeram ao país. É bem verdade que muitas delas extrapolaram
os limites técnicos de seu conceito, enquanto outras viraram sinônimo de pregação política e a defesa de interesses eleitoreiros e
fisiológicos. Realce-se, porém, que, foi por
meio de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, que um corrupto foi afastado da
presidência da República e gangs foram desbaratadas, como a dos anões do
orçamento e das ambulâncias.
Nos dias que se vão, o
que tem de políticos correndo de um lado para o outro, interpondo um recurso
atrás do outro, aqui e acolá, para tentar impedir a apuração de denúncias
graves que lhes pesam sobre os ombros, não é brincadeira. Se conseguirão êxito
ou não em suas empreitadas, o tempo encarregar-se-á de provar. Aguardemos,
pois, o desenrolar dos acontecimentos.
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