Terça-feira, 13 de maio de 2025 - 10h37

Um novo governo assumiu os destinos do município de Porto
Velho. É natural que se lhe dê um período de tempo para se familiarizar e
compreender o funcionamento da máquina oficial, conhecendo os desafios e os
pontos nevrálgicos de cada setor para, então, estabelecer prioridades. Esse
período de adaptação vale tanto para o prefeito quanto para seus secretários,
especialmente para aqueles que respondem pelas pastas mais sensíveis da
administração, como é o caso da saúde.
Jaime Gazola Filho foi nomeada para a secretaria municipal de
saúde em janeiro. Não tem nem cinco meses direito. Ele praticamente não teve
tempo suficiente para nada, quanto mais para resolver os problemas crônicos do
setor, muitos dos quais vêm se arrastando há décadas, reclamando soluções que
vão além da responsabilidade e da capacidade individual de quem está na direção
da pasta.
Gazola é humano e, como qualquer gestor público, tem suas
limitações. Por mais que se esforce e tenha boa vontade e disposição para fazer
o que precisa ser feito, ele jamais vai conseguir solucionar, sozinho, todos os
entraves da saúde, que são complexos, e, o que é pior, em curto prazo. Vale
lembrar que Gazola está trabalhando com o orçamento da gestão passada, seguindo,
portanto, o Plano Plurianual, um tipo de documento que fixa as diretrizes,
metas e os objetivos da administração pública para um período de quatro anos,
iniciando no segundo ano de mandato do prefeito e se prologando até o final do primeiro ano do mandato de
seus sucessor.
Lidar com saúde pública é coisa séria. Tão séria que o
prefeito Léo Moraes entregou ao competente e destemido Jaime Gazola a
responsabilidade para cuidar da saúde da população porto-velhense, mas ele
precisa de um tempo para impor sua estratégia de trabalho à frente de um dos
setores mais complexos do governo: a saúde. Afinal de contas, ele não é mágico
nem saber fazer milagres. Vamos dar um
tempo a Gazola.
Quarta-feira, 3 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
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