Quinta-feira, 15 de outubro de 2015 - 06h27
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Numa discussão onde estavam sendo esvaziados por terem convocado para prestar esclarecimentos a pessoa errada, os deputados Leo Moraes e Jesuíno Boabaid acabaram lançando suspeição que atingiu todos os mais de 50 mil servidores que prestam serviço ao Estado o que não é justo e merece, de parte dos sindicatos que representam esse importante contingente social, um posicionamento claro para que os dois parlamentares digam quem é o servidor, que conforme Leo Moraes, e apoiado por Boabaid, seria o beneficiário único.
Os deputados discutiam o Projeto de Lei 028/2015, enviado pelo Executivo, “que trata de atos nulos na administração pública, e especifica que após cinco anos atos do governo não podem ser alterados”.
Segundo o release distribuído pelo Decom da Assembleia Legislativa, “O deputado Léo Moraes (PTB) disse que não precisava mais de explicações, porque para ele está claro que o projeto foi feito por determinado servidor para obter benefício próprio. Jesuíno Boabaid disse ter a mesma opinião.”
Está bom. Os dois podem externar conhecer o problema. Mas não podem atingir de uma tacada só, com suspeição sobre possível beneficiamento irregular, todos os servidores.
Da mesma forma que este Jornal tem aberto espaço a todos os segmentos políticos, aqui incluídos os dois deputados citados no texto do Decom, entendemos ser nossa obrigação cobrar, em nome da massa de servidores que faz a administração pública funcionar e que foram atingidos pela citação, espera-se que, como diz o ditado popular, “seja dado nome ao boi”.
Sabendo que o deputado Leo Moraes já foi apresentado como pré-candidato a prefeito de Porto Velho e que o deputado Boabaid também pode ser candidato, espera-se não ter sido a citação, feita por um e apoiada por outro, apenas um espécie de “explosão”, mas que, realmente, os dois tenham resposta clara.
E a resposta clara à que nos referimos é simples: o nome ou, pelo menos, o pedido de desculpas pela ofensa a todos, mas isso é muito difícil.
Considere-se dito!
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