Quarta-feira, 4 de agosto de 2021 - 09h17

Vem aí mais uma arapuca para tentar solapar garantias e direitos
conquistados com muito sacrifício pelo funcionalismo, como a estabilidade da
categoria, instrumento criado para protegê-la de eventuais ingerências e
perseguições. A proposta, batizada com o nome de reforma administrativa - é
muito menos que uma reforma e muito mais que um documento destinado a enfrentar
as graves questões que asfixiam a máquina burocrática nos três níveis de poder
-, encontra-se em tramitação no Senado.
Antes mesmo de o projeto do governo chegar àquela Casa,
parlamentares e representantes dos servidores já apontavam as inconveniências
dele. Mesmo assim, o governo insiste no discurso de que as medidas deixariam a
máquina oficial mais enxuta e, consequentemente, mais eficiente, hipótese essa
na qual só mesmo meia dúzia de burocratas e um sem-número de políticos
fisiológicos acreditam.
Na prática, porém, essa gente não quer reformar coisa
nenhuma. A ideia é sepultar de uma vez por todas a estabilidade do servidor,
colocando-o à mercê do temperamento de qualquer apaniguado político mentido a
besta, geralmente nomeado para o serviço público sem a menor qualificação ou
conhecimento profissional exigidos para o exercício da função, mas porque se
acostumou a misturar respeito com veneração.
Se o projeto for aprovado como quer o governo, qualquer
atitude aparentemente inofensiva praticada pelo servidor poderá ser considerada
suficientemente greve a ponto de redundar na abertura de processo disciplinar
e, consequentemente, na perda do cargo, porque é exatamente essa a intenção de
muitos que nos governam, ou seja, privilegiar uns poucos em detrimento da
maioria, considerada peça descartável dentro da máquina burocrática. É hora,
portanto, de servidores e sindicatos unirem suas forças para brecar mais esse
ultraje que se deseja cometer contra a grande maioria dos servidores públicos.
Sexta-feira, 20 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
Quem se mete com o mundo islâmico apanha
O grande erro estratégico do Ocidente e o nascimento de uma nova ordem multipolarI. O Ego como Destino: A Herança ProtestanteHá uma linha invisível

Estados Unidos, Israel e Irã estão em guerra já há mais de três semanas! O primeiro é um país majoritariamente cristão, o segundo é judeu

Com medo de serem rifados da disputa eleitoral, Hildon e Moro trocaram de partidos
O que há em comum entre o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, e o ex-ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro e atual senador pelo es

Os Limites da Análise de Roxana Kreimer e a Exigência de uma Matriz Antropológica IntegralAntónio da Cunha Duarte JustoResumoO presente artigo propõ
Sexta-feira, 20 de março de 2026 | Porto Velho (RO)