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Sem os votos do interior, nada feito


Valdemir Caldas - Gente de Opinião
Valdemir Caldas

O ex-prefeito Chiquilito Erse bateu todos os recordes de aprovação popular nas duas oportunidades em que administrou o município de Porto Velho. O ex-prefeito José Guedes figura na galeria dos melhores que passaram pelo Palácio Tancredo. Além de seu tirocínio e extraordinário zelo no trato dos recursos públicos, não se pode negar que Guedes, à exemplo de Erse, entrou e saiu pela porta da frente, de cabeça erguida, sem carregar nenhuma nódoa em sua biografia como cidadão e político probo.

Embalado pelas obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que transformaram a capital de Rondônia num canteiro de obras, o ex-prefeito Roberto Sobrinho conquistou a simpatia de muitos porto-velhenses, chegando, inclusive, a ser apontado como uma das personalidades mais influentes do Estado, mas aí explodiu o escândalo da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano (EMDUR) que o mandou para a cadeia e, de quebra, ainda triturou sua popularidade, de  maneira que Sobrinho não conseguiu se eleger  mais nem para guarda de quarteirão, com todo respeito aos que exercem essa importante profissão.

Apesar dos excelentes índices de popularidade, nem Chiquilito, nem Guedes, nem Sobrinho chegaram ao governo do Estado, provavelmente por que não se preocuparam em fincar bases sólidas nos principais colégios eleitorais do interior. Hildon Chaves entregou a prefeitura de Porto Velho ao seu sucessor, Léo Moraes, com a credibilidade nas alturas, a ponto de ocupar lugar de destaque no ranking dos melhores prefeitos do país, alcançando 75% de aceitação popular.  Não é pouca coisa. É fato. Qual político não gostaria de estar em seu lugar?

Em 2026, Hildon pretende entrar na briga pela cadeira hoje ocupada pelo governador Marcos Rocha, mas ele sabe que, para chegar tão longe, vai precisar conquistar o eleitor interiorano, sem o qual jamais logrará êxito em sua pretensão de comandar os destinos dos rondonienses.   

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