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Se essas pessoas querem brigar, que briguem pelo povo


Valdemir Caldas - Gente de Opinião
Valdemir Caldas

Não é novidade para ninguém que a hipocrisia está presente em quase todo o tecido social, onde quer que as relações humanas existam, porém, ela costuma mostrar-se com maior desenvoltura no mundo da política, principalmente no período eleitoral, quando velhos e conhecidos inimigos tornam-se aliados, com direito a poses para fotografia, abraços demorados, apertos de mão e tapinhas nas costas.

Tudo isso, evidentemente, seguindo à risca as orientações modeladas por especialistas da área para tentar convencer incautos eleitores de que eles (os eleitores) estão acima de quaisquer divergências ideológicas ou doutrinárias. A maquiagem, contudo, pode até corrigir pequenas distorções por alguns momentos, tornando bonito o que é feio, afável o grosseiro, democrata o tirano, mas não resiste quando posta em teste no dia a dia.

Não demora muito para a máscara cair e o governo de opereta revelar suas fraquezas e manias condenáveis, protagonizadas em espetáculos grotescos de puxadas de tapetes e frituras em alto grau de temperatura, exatamente de quem se esperava ações equilibradas direcionadas ao bem-estar da população, e não a disputa frenética e insana por nacos de poder, numa ópera bufa que parece não ter fim. Se essas pessoas querem brigar, que briguem pelo povo que os elegeu, pela população que lhes concedeu a oportunidade ocupar um posto de mando na estrutura organizacional da máquina pública, e não entre si.

Infelizmente, sempre haverá os que se sentirão donos do Mundo, capazes de qualquer coisa para se manterem na crista do poder, ainda que à custa do sofrimento daqueles que acorreram às urnas confiantes de que estavam contribuindo para tornar realidade o sonho de melhores dias para o nosso povo e a nossa gente, mas, hoje, não conseguem esconder a decepção com a realidade social com a qual convivemos.

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