Porto Velho (RO) domingo, 12 de julho de 2020
×
Gente de Opinião

Rondônia

Mulheres representam a força feminina rondoniense dentro da Polícia Militar do Estado de Rondônia


A sargento e as duas soldadas contam suas histórias e como se sentem enquanto mulheres na PM de Rondônia - Gente de Opinião
A sargento e as duas soldadas contam suas histórias e como se sentem enquanto mulheres na PM de Rondônia

Mulheres fortes, destemidas, guerreiras. Comemorado no próximo domingo (8), o Dia Internacional da Mulher é símbolo da luta pelos direitos femininos, igualdade no mercado de trabalho e tantas outras batalhas sociais que as mulheres enfrentam diariamente.

Sem perder a feminilidade e a sensibilidade, a expressão “sexo frágil” está longe de representar as policiais militares, sargento Luciana Rosa Vieira (33 anos) e as soldadas Laiane Araújo Meireles (23 anos) e Samara Barbosa da Silva (34 anos).

Casada e mãe de três filhos, a sargento Luciana tem 13 anos de serviço na Polícia Militar do Estado de Rondônia. Persistente, ela conta que quando fez o concurso para concorrer a uma vaga na PM, as pessoas a questionavam sobre a decisão. “Ninguém acreditava que eu seria capaz, diziam que eu não iria conseguir passar pela academia”.

Segundo a sargento, o mito de que a carreira militar é para homens foi mais um motivo para alcançar o objetivo. De seis a 11 meses, dependendo da academia, o período é desgastante, mas as dificuldades não foram tantas como as pessoas falavam.

 

“Sou de família bastante humilde e com uma educação bem rígida. Seguimos em casa aquela tradição hierárquica, de pedir a benção ao pai e à mãe, o respeito aos mais velhos, e da disciplina em si. Então, nada do que nos é cobrado no militarismo é estranho pra mim”, completa Luciana Rosa Vieira, sargento PM.

 

No local de trabalho, atualmente como chefe das Divisões de Projetos Estruturais, Projetos e Convênios da Diretoria de Apoio, Administração e Logística (DAAL), no Comando Geral da PM-RO, Luciana diz que sempre foi muito bem aceita entre os colegas do sexo oposto, e sempre que sentiu preconceito por ser mulher foi em ocorrências na rua. “Eles viam que tinha mulher na guarnição e sempre tentavam fugir ou atacar a mim por achar que seria mais fácil. Isso é um engano e é dessa forma que a gente prova a que veio. É uma adrenalina trabalhar na rua, viciante. Tanto que demorei para sair do serviço de rua. É muito gratificante poder ajudar a comunidade”.

O militarismo não impede que elas deem um toque feminino ao visual - Gente de Opinião
O militarismo não impede que elas deem um toque feminino ao visual

A soldada Laiane, com apenas dois anos de serviço, pertence ao 9° Batalhão de Polícia Militar (BPM), zona Sul da capital. Nova tanto no trabalho quanto na idade, a jovem soldada diz que a profissão é sonho de infância. “Desde pequena, quando via passar uma viatura eu já pensava que queria ser policial. Fiz o concurso com 17 anos e fiquei para a segunda turma, devido apenas 10% de vagas serem destinadas para as mulheres, o que foi bom porque deu tempo para que eu completasse a maior idade e pudesse ingressar na academia”.

Laiane afirma que se sente totalmente acolhida na unidade onde serve e o respeito predomina entre todos. “Nós fazemos exatamente o que os homens fazem, não há nenhuma diferença, seja qual for o serviço. Eu me sinto completamente inserida e realizada por estar onde estou, e é claro que pretendo continuar na carreira, e estudar para alcançar patentes oficiais”.

Samara é da Força Tática há dois anos, e há quatro se tornou policial militar, atuando no 5° BPM. Com operações de grandes vultos, a soldada diz que não se intimida e que quando está no trabalho sente-se ainda mais forte como mulher, já que o pelotão tático conta apenas com três mulheres, incluindo Samara. “Eu me sinto lisonjeada. Nunca pensei antes em ser policial, apenas estudava para concurso, quando surgiu essa oportunidade de fazer para a PM. Entrei aos 29 anos e desde o primeiro dia de academia já me apaixonei pelo militarismo. Quando recebi o convite para fazer parte desse pelotão é um sonho que estou realizando”.

Para as mulheres que pretendem conquistar seus sonhos e objetivos, as militares deixam seus recados. “Sejam humildes, porque isso conta muito, não só na profissão, quanto na vida. No que pudermos ajudar ao próximo, temos que ajudar, e por sermos mulheres, temos que nos destacar, mostrar que podemos”, acrescenta Samara.

Luciana completa ainda que “a policial militar não é a melhor mulher, mas apenas aquela que mostrou a que veio, que com coragem enfrentou a corrida e assumiu a responsabilidade de chegar até o final, e não abaixou a cabeça. Abaixar a cabeça apenas para orar. Todas as mulheres são capazes de alcançar seus objetivos. Nunca desista, levante-se e faça acontecer. Não adianta sonhar sem sofrer o hoje, perder noites de sono estudando, com esforço e dedicação para chegar até o lugar que você almejou”.

Femininas, maquiadas, com uniformes alinhados como manda a regra, e com a postura de orgulho por serem quem são, as policiais seguem suas carreiras como referência às mulheres de Rondônia, contribuindo para a segurança e bem estar da população.

Mais Sobre Rondônia

Nota de Pesar do Sebrae em Rondônia

Nota de Pesar do Sebrae em Rondônia

Lamentamos profundamente informar o falecimento do senhor Manoel Inácio Pereira, pai do diretor superintendente do Sebrae em Rondônia, Daniel Pereira.

Pesca esportiva pode ser praticada novamente nas regiões do Alto e Baixo Madeira, e no Guaporé

Pesca esportiva pode ser praticada novamente nas regiões do Alto e Baixo Madeira, e no Guaporé

Já é animadora, a situação dos entusiastas da pesca esportiva no Estado de Rondônia. Com a revogação do Decreto nº 25.138 de 15 de junho de 2020, pesc

Rua Guiana muda de nome para homenagear Euro Tourinho

Rua Guiana muda de nome para homenagear Euro Tourinho

Em março deste ano, um grupo formado por 10 renomados profissionais, entre advogados, jornalistas, músicos e historiadores, entregou uma proposta ao