Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026 - 08h20

A quinta-feira, 12 de
fevereiro de 2026, passa a integrar a história institucional do Tribunal de
Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO). A data marca um ponto de virada: o
momento em que a gestão pública orientada apenas por procedimentos cede lugar,
de forma mais decisiva, a um modelo focado na entrega mensurável de resultados
concretos e impactos sociais efetivos.
Com um chamado à
consciência institucional e um convite à transformação, o presidente do TCE-RO,
conselheiro Wilber Coimbra, apresentou a gestores, lideranças do Tribunal e
membros do Ministério Público de Contas (MPC-RO) duas tecnologias
organizacionais concebidas para fortalecer a governança pública: o Modelo de
Competência CHAP e a Matriz de Resultados e Avaliação de Impactos Gerados
(M-RAIG).
“É o Tribunal de
Contas reafirmando seu compromisso com a legitimidade constitucional e a boa
governança. O objetivo final é sempre a transformação concreta da vida do
cidadão”, declarou o presidente.
CHAP: PROPÓSITO
CONSTITUCIONAL NO CENTRO DAS DECISÕES
O Modelo de
Competência CHAP (Conhecimento, Habilidade, Atitude e Propósito) confere
sentido e direção ao agir institucional. Extraído diretamente da Constituição
Federal de 1988, compreendida como uma Constituição de natureza finalística, o
modelo orienta a atuação do Tribunal não apenas pelo “como fazer”, mas,
sobretudo, pelo “por que fazer” e “para quem fazer”.
Na prática, o CHAP
assegura que as ações do controle externo estejam permanentemente conectadas
aos objetivos constitucionais, colocando o interesse público e o impacto na
vida do cidadão no centro do planejamento e das decisões administrativas.
“O Modelo de
Competência CHAP e a Matriz M-RAIG organizam, de forma sistêmica e replicável,
o ciclo decisório estatal, conferindo sentido teleológico às escolhas e prova
empírica dos resultados e impactos gerados”, ressaltou Wilber Coimbra.
M-RAIG: EVIDÊNCIAS,
DADOS E MENSURAÇÃO DE IMPACTO
A Matriz de
Resultados e Avaliação de Impactos Gerados (M-RAIG) é o instrumento operacional
que permite comprovar, de forma objetiva, a atuação institucional. Trata-se de
uma tecnologia de gestão pública aplicada que possibilita avaliar iniciativas
do Tribunal a partir de três atributos essenciais: sindicabilidade,
rastreabilidade e mensurabilidade.
Com a matriz,
torna-se possível acompanhar todo o percurso da ação institucional: do
diagnóstico do problema ao planejamento baseado em evidências, até a correlação
e medição dos impactos gerados na realidade institucional e social.
APLICAÇÃO PRÁTICA E
INTEGRAÇÃO TECNOLÓGICA
Após o aprofundamento
teórico e metodológico conduzido pelo presidente, os participantes puderam
compreender como as novas tecnologias serão concretizadas no cotidiano do
Tribunal.
Na oportunidade, o
secretário de Tecnologia da Informação, Hugo Viana, e o servidor Pablo
Mendonça, da Secretaria de Planejamento e Governança, demonstraram como
soluções tecnológicas e processos internos permitirão aplicar, monitorar e
validar os modelos no dia a dia institucional.
CIÊNCIA APLICADA À
GOVERNANÇA PÚBLICA
Os gestores também
tiveram acesso a artigos científicos de autoria do conselheiro Wilber Coimbra,
que fundamentam o CHAP e a M-RAIG sob a perspectiva da Constituição Federal de
1988, da governança estratégica e da gestão pública orientada a resultados e
impactos.
Foram três artigos
publicados em revistas de circulação internacional.
Ao todo, três artigos
científicos já foram publicados, em revistas de circulação internacional,
consolidando a tecnologia como uma experiência de gestão pública aplicada,
orientada por evidências e propósito constitucional. São eles:
·
Competência teleológica como paradigma de gestão: o Modelo CHAP no
Tribunal de Contas do Estado de Rondônia
·
Validação empírica da competência teleológica na governança pública:
evidências convergentes para o Modelo CHAP
·
Legitimidade constitucional do agir público em chave teleológica: o
modelo CHAP como instrumento de densificação normativa
A iniciativa reforça
uma visão institucional em que método e propósito caminham juntos: ciência
aplicada à administração pública para gerar transformação real.
IMPACTO COMO MISSÃO
INSTITUCIONAL
Com a adoção das
novas tecnologias de gestão, o TCE-RO reafirma que o controle externo vai além
da verificação formal de processos: ele é instrumento de transformação social.
Ao medir resultados e
impactos, o Tribunal fortalece a proteção ao cidadão e contribui para orientar
políticas públicas capazes de gerar melhorias concretas na vida da população.
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