Segunda-feira, 17 de maio de 2021 - 09h22

A ação firme da Agência
Nacional de Petróleo (ANP), juntamente com o Instituto de Pesos e Medidas
(Inmetro/Ipem) e o Procon, desmontou mais uma fake-news que circulou nas redes
sociais durante a semana, contra o posto de combustíveis Auto-Posto Renascer, localizada
na confluência das avenidas Mamoré com Raimundo Cantuária, na Zona Leste.
Uma pessoa, já identificada
pelos funcionários do posto, postou um vídeo nas redes sociais, no qual acusa o
estabelecimento de adulterar gasolina, acrescentando água ao produto.
Não foi a primeira vez que
o denunciante faz esse tipo de denúncia, atribuída pelo proprietário do posto,
Waldemir Rodrigues de Aguiar, “à concorrência”. Ele suspeita que o denunciante
estaria recebendo algum tipo de favorecimento para produzir as fake-news.
“Nosso estabelecimento recebe diariamente entre 1.500 a 2 mil carros, como é
que só o combustível colocado no carro deste cidadão foi adulterado?”,
questiona o empresário.
Em decorrência da repercussão da fake-news em
redes sociais, os três postos do empresário (Mamoré com Raimundo
Cantuária/Calama com Guaporé e Lauro Sodré com Imigrantes) receberam equipes de
fiscalização simultaneamente. Até agentes especialistas em regulação da ANP de
fora do Estado foram trazidos a Porto Velho para participar da operação.
Ao fim do trabalho fizeram constar no termo de
fiscalização que “foram testadas externamente todas as bombas abastecedoras de
combustíveis, encontrando-se todas com regularidades. Realizadas as análises de
campo dos combustíveis comercializados, constatou-se estarem todos conformes”,
concluíram.
O empresário explicou a
dinâmica do combustível num carro para justificar a improbabilidade de se
acrescentar água ao combustível. “Atualmente os tanques de combustíveis dos
carros possuem um formato côncavo no fundo, onde fica o pescador (dispositivo
que aspira o combustível para o motor). Se tiver adulterado, o pescador vai
sugar só a água, que não se mistura à gasolina. É preciso ser muito
mal-intencionado para fazer esse tipo de adulteração”, conclui Barreto.
Waldemir Rodrigues, atuante
no ramo em Porto Velho há mais de 30 anos, disse que seu maior patrimônio é a
credibilidade que desfruta entre clientes de décadas.
“A fiscalização firme e
tempestiva dos órgãos fiscalizadores constatou a lisura e idoneidade de nossa
empresa. Ainda desta vez vamos relevar, mas, se houver uma próxima haverá
consequências. Nossos advogados estão instruídos e autorizados a ingressarem
com ações por calúnia, difamação e injúria. Não é mais possível que esses
criminosos contra a honra alheia ajam impunemente na penumbra e suposto
anonimato das redes sociais”, advertiu.
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