Porto Velho (RO) domingo, 29 de novembro de 2020
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RONDÔNIA: O GOVERNO DOS RECADASTRAMENTOS...



O governo da cooperação certamente deixará uma marca negativa muito profunda nos servidores públicos de Rondônia e duvido que alguém terá saudade de tantas lambanças e das ações medíocres praticadas por este governo omisso e muito incompetente.

Todos os servidores do estado lembram muito bem que no ano de 2011, primeiro ano dessa administração desastrosa do PMDB de Confúcio Moura e Eduardo Cunha, o governo fez uma campanha de recadastramento de servidores. Na época, o desgaste de Confúcio era menor, porque muitas pessoas acreditavam naquela conversa bonita da campanha de 2010. Além disso, milhares de servidores estaduais votaram em Confúcio, acreditando que algo diferente pudesse acontecer. Infelizmente nada mudou, o estado passou a ser governado por um político delirante, que administra o estado através de um blog de onde distribui inúmeras falas sem nenhum nexo e muito distantes da realidade.

Durante o período de recadastramento em 2011, o setor de Recursos Humanos do governo dizia que seria muito bom para os servidores fazer o tal recadastramento. Foi mais uma coisa inútil do governo do PMDB. Certamente o estado gastou milhões de reais para fazer aquilo e nunca ninguém explicou qual foi o resultado, para que serviu aquela palhaçada. Mas uma coisa é certa: alguém está ganhando muito dinheiro com essa história, pois o  Banco do Brasil não estaria nisso por filantropia. Aliás, não dá para entender por que o BB é escolhido pela segunda vez para fazer isso. Como foi o mesmo banco que fez em 2011, podemos afirmar que o trabalho foi mal feito. Caso fosse realmente uma coisa séria, o banco certamente teria até hoje os dados das pessoas cadastradas. O governo deveria divulgar quanto pagou em 2011 para fazer um trabalho que não serviu para nada.

A coisa é tão bagunçada que, três anos depois, o mesmo governo contrata o mesmo banco para fazer o mesmo recadastramento. Que coisa estranha!! De forma ditatorial, o governo que prega democracia ameaça os servidores de bloquear o salário de quem não fizer o gosto do governo do PMDB. Essa medida beira o ridículo. Qual a vantagem que o servidor terá perdendo seu tempo para ir ao banco fazer outra vez o recadastramento? Por que o banco não tem o cadastro de 2011? Quanto o banco vai ganhar dessa vez? De quem foi a ideia de fazer recadastramento a cada três anos? Qual a utilidade disso? Alegar que o governo descobriu que mulheres mudaram de nome, depois de casadas, é uma argumentação fajuta e totalmente inútil. A quem interessa saber que pessoas mudaram de nome depois de casar? O que o estado ganha com isso? Qual a importância que tem o governo saber que um servidor tem filhos menores?

Alem disso, contratar uma empresa, gastando uma fortuna, para recadastrar servidores evidencia a falta de zelo do governo com os recursos públicos e mostra que ele não confia em seus assessores de primeiro escalão. Se um secretário não consegue saber da situação de seus servidores, deveria ser demitido. E não venha o governo dizer que o recadastramento vai acabar com os fantasmas. Todo mundo sabe que os servidores que não trabalham são protegidos pelo próprio governo ou por deputados. Há vários servidores públicos à disposição de deputados e vão continuar assim, mesmo depois do tal recadastramento.  Ameaçar o servidor com bloqueio de salário mostra que a medida é imbecil, antipática e ditatorial, além de não trazer nenhum benefício. Aliás, o único beneficiado nisso é o Banco do Brasil, porque esse trabalho não custa barato.

O governo tem diversos órgãos que poderiam fazer cadastro. No caso da educação, por exemplo, por que isso não é feito nas Coordenadorias Regionais? Por que não é feito nas escolas? Recentemente, o governador criticou duramente os diretores de escolas pelos inúmeros roubos ocorridos depois que ele tirou os guardas das escolas. Agora, fazendo recadastramento de professores, o governo sugere a ideia de que os diretores não são confiáveis para administrar seus subordinados. O problema desse governo não está nos servidores. O problema está em milhares de comissionados que sequer sabem o endereço do trabalho, mas foram nomeados pelo governador, muitos deles lotados na própria Secretaria de Administração, a mesma que inventou de recadastrar os que trabalham.

O novo recadastramento deveria ter o mínimo de respeito pelo servidor. Por que o servidor que fez isso em 2011 tem que fazer de novo? Qual a finalidade? As pessoas que tiveram essa ideia imbecil merecem o total repúdio dos servidores que trabalham duramente para fazer o estado andar, mesmo sendo governado por um político incompetente como Confúcio. Como o recadastramento é feito a cada três anos, caso não seja cassado pelas lambanças da campanha de reeleição, o governador blogueiro ainda fará outro recadastramento neste desgoverno. Será tão inútil quanto o 2011 e este de hoje, mas o Banco do Brasil agradece... Tenho dito!!

FRANCISCO XAVIER GOMES

Professor da Rede Estadual

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