Porto Velho (RO) domingo, 29 de novembro de 2020
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PLANEJAMENTO FAMILIAR


“Toda criança de rua tem um responsável que a abandonou” A discussão sobre esse tema fica entre dois extremos: a Igreja Católica defendendo a vida no arcaico crescei e multiplicai-vos e os políticos, temerosos à Igreja, nunca o encaram com a devida seriedade e quando falam é de forma tímida e incompreensível. Um fato natural, devido às radicalizações, passou a ser um problema complexo de difícil solução porque o Estado se omite de exercer devidamente a sua função preocupado com a religião, uma questão que diz respeito apenas à individualidade da pessoa. A liberdade sexual - passando pela AIDS – resulta em inúmeras jovens sem informação correta engravidando precocemente, gerando família e amontoando-se no fundo do quintal dos pais, morando mal a família nova e a dos pais. Hoje, praticamente toda família tem um(a) jovem com filhos. Esta criançada não passou da 4ª série do ensino fundamental, tem dentes cariados ou nem tem, não paga um convênio médico e muito menos tem emprego. Quando muito preenche dois destes requisitos, mas a maioria nem sequer alcança um, salvo sempre as honrosas exceções. Assim como algumas pessoas poderiam ter quantos filhos quisessem, dando toda a assistência necessária, existem aqueles que estão desempregadas e sem nenhum recurso que não podem ter nenhum. Toda criança tem direito à comida, à moradia, à escola e a atendimento médico, existem aqueles que estão desempregadas e sem nenhum recurso que não podem ter nenhum, mesmo que seja por algum período. Isso, todos os líderes e segmentos sociais teriam a obrigação de difundirem, caso se sentissem responsáveis pela construção de uma Sociedade mais justa. Sem essas mínimas condições, é preferível evitar filhos, pois espermatozóide não é criança e não passa fome. Alguns setores da sociedade - em especial a mídia – tentam jogar a responsabilidade às pessoas que têm recursos financeiros pelo abandono de crianças. Isso é injusto e não traz o resultado esperado! A responsabilidade tem que recair sobre os pais. Eles são os únicos responsáveis! É mais fácil, racional, inteligente e mais econômico evitar filhos a tê-los sem condições para educa-los, alimenta-los. É preciso substituir a necessidade psíquica que quase todo jovem tem de ter filhos por valores como estudo, lazer, esporte, programas culturais. Fixar a certeza de que a pessoa sem casa e sem emprego não pode ter filhos. Não há adoção que resolva o problema do menor abandonado. Adotam-se dez num dia, duzentos são colocados nas ruas no dia seguinte. Até hoje, nenhum pai (ou mãe) foi civil ou penalmente responsabilizado por isso! Cadê o Ministério Público para punir esses pais? Definitivamente, a adoção não é a solução. Ao Estado caberia informar bem como evitar a gravidez precoce ou indesejada e, principalmente, deveria colocar à disposição de todos - ricos e pobres - camisinhas, vacinas, pílulas; e principalmente autorizar a realização da vasectomia e da laqueadura de trompas nos hospitais públicos para que os jovens não justifiquem a “fabricação” de filho por não poder evitá-los. Já autorizado por lei federal desde 1997, mas os hospitais públicos estão desobedecendo à lei e dificultando a realização das cirurgias. A partir daí, exigir atuação firme do Ministério Público no cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente. O melhor controle seria o Estado colocar a informação aos jovens como prioridade, impregnando-lhes valores que não seja a reprodução indiscriminada. Deve cobrar com rigidez dos pais que dêem as mínimas condições de vida digna aos filhos. Está faltando arcar com responsabilidade e inteligência tanto o Estado e a sociedade quanto as famílias e os jovens. Aliado à ignorância, o problema continua. Responsáveis diretos ou não, todos sofrem passivamente! Pedro Cardoso da Costa

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