Quinta-feira, 8 de março de 2012 - 05h42
Se é Militar Bombeira, tem que usar batom; se for empresária de sucesso, é por ter ser esforçado mais que os homens; se está fazendo compras, é automaticamente mais consumista; se for para presentear, somente com flores. Esses foram alguns dos enunciados observados pelas pesquisadoras do Departamento de Jornalismo da Universidade Federal de
Rondônia – DEJOR/campus Vilhena ao analisar reportagens dos telejornais de emissoras do Estado em datas comemorativas como o Dia Internacional da Mulher, nesta pesquisa, com foco em 2011.
O recorte da pesquisa reuniu programas jornalísticos e de entretenimento de três empresas de Comunicação que deram enfoque à mulher rondoniense. No conteúdo dos telejornais, as reportagens ou entrevistas mencionavam, de forma expressiva, aspectos que reforçavam a imagem da mulher como a “que sempre tem que estar bonita e arrumada”, “dona-de-casa que cumpre dupla jornada”, “gastadeira” e “presenteada com mimos delicados”. O que, se analisado no contexto histórico e de posicionamento social ente homens e mulheres, “se não
for assim, ela não é tão mulher”.
O estudo faz parte dos objetivos e das discussões do projeto de pesquisa “Geografias da Comunicação, Discurso e Estudos de Gênero: A Representação Midiática e as Imagens de Si de Mulheres”, financiado pelo CNPq e liderado pela professora do DEJOR, Lilian Reichert Coelho. Fazem parte do projeto as também as professoras do DEJOR, Andréa Cattaneo de Melo, Evelyn Iris Leite Morales Conde e Daiani Ludmila Barth e os acadêmicos do curso de Jornalismo, Larissa Cristina Pereira Ruas e Luciano José de Queiroz Carvalho.
Reichert explica a importância desse tipo de estudo, enfatizando que “a mídia, seja local, regional ou nacional, sub-representa as mulheres ao abordar qualquer assunto, da política ao comportamento. E, por sub-representação, entendemos a invisibilidade, a reprodução de estereótipos de gênero construídos histórica e culturalmente e o reforço de visões preconceituosas sobre as mulheres. O problema é, justamente, esse, pois se fala muito sobre as mulheres, mas faltam abordagens que permitam que as mulheres falem de si.”
Parte da série de discussões e análises empíricas sobre o assunto foi divulgada na página do Seminário Internacional de Análise em Telejornalismo, que aconteceu na Universidade Federal da Bahia, em 2011, no Grupo Temático “Telejornalismo e Identidade”. O texto foi divulgado em forma de artigo na página do evento http://analisedetelejornalismo.files.wordpress.com/2011/08/conde_coelho.pdf, com o título Telejornalismo, Discurso e Gênero: desafios na análise da representação das mulheres rondonienses. No momento, o grupo prepara artigos individuais e coletivos para apresentar no Congresso de Ciências da Comunicação – regional.
Fonte: DEJOR/UNIR/Vilhena
Terça-feira, 6 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)
A Realidade Cínica do Sistema Internacional
DIREITO INTERNACIONAL: UM ESPAÇO DE CONTESTAÇÃO JURÍDICA DESIGUALPara nos debatermos sobre o Direito Internacional é preciso muito sangue frio, po

De maduro ao apodrecimento no cárcere
Viva a democracia! A população sofrida, humilhada e explorada da Venezuela pode respirar aliviada. Os mais de 8 mil venezuelanos que abandonaram seu

Professora aposentada, com larga tradição no universo educacional de Rondônia, Úrsula Depeiza Maloney ocupou diversos cargos públicos, todos na área

Deus deu ao homem atributos que o colocam em um patamar infinitamente superior aos outros animais. Só o homem supera os limites do instinto e pode m
Terça-feira, 6 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)