Sábado, 5 de maio de 2012 - 18h30
João Baptista Herkenhoff
Faleceu na semana passada, em Cachoeiro de Itapemirim, aos cento e três anos de idade, o médico Dalton Penedo.
Para os cachoeirenses, sobretudo para os que não são muito jovens, não é necessário dizer quem ele foi. Toda a população de Cachoeiro conhece muito bem sua vida de dedicação ao próximo, sua integridade moral, seu exemplar comportamento como cidadão, médico, pai, esposo, irmão, amigo, enfim, uma pessoa humana raríssima, portador de virtudes excelsas.
Mas como muitos leitores não são cachoeirenses e, se cachoeirenes, não são jovens, cabe falar mais um pouco sobre esta figura, destinada a integrar os fastos gloriosos dessa cidade capixaba que tantas personalidades exponenciais produziu.
Dalton Penedo foi antes de tudo um médico-paradigma. Estudioso, observador, cuidadoso no exercício de seu ministério, feliz daquele ser humano que era por ele atendido, nas mais diversas circunstâncias.
Exerceu a Medicina até o final de sua vida. Ultimamente só trabalhava de graça dando assistência a pessoas pobres. Mas antes, quando recebia honorários pelo seu trabalho, jamais recusou carinhoso atendimento aos pobres que o procuravam para remediar suas dores, angústias e canseiras.
Dalton Penedo e Alice Menezes Penedo construíram uma família sólida formada por filhos e netos que sempre cultivaram com extremo amor a gênese de que brotaram. Uma família que é modelo em todos os sentidos.
Outro traço admirável de Dalton Penedo foi sua fidelidade à Fé. Não uma Fé desligada da vida mas, pelo contrário, uma Fé encarnada na vida, absoluta coerência entre a Crença no Absoluto e a certeza de que o próximo é a imagem do Absoluto.
Que bom ser centenário como Dalton Penedo. Recebeu a vida como um dom e a soube frutificar. Abriu a alma à generosidade, cultivou o acolhimento.
A Bíblia Sagrada coloca a vida longa como um prêmio concedido por Deus:
“Se andares nos meus caminhos e observares os meus mandamentos, como o fez o teu pai David, conceder-te-ei vida longa.” (I Reis 3, 14).
“Quem pratica a esmola terá vida longa.” (Tobias 12, 9).
“Quem honra seu pai terá vida longa.” (Eclesiástico 3, 6).
“Amadurecido em pouco tempo, o justo atingiu a plenitude de uma vida longa.” (Sabedoria 4, 13).
Se a vida longa é uma benesse, não se conclua, erradamente, que a vida curta seja um castigo. Basta nos lembrarmos que Santa Teresinha viveu apenas vinte e quatro anos.
Não obstante um tempo tão curto de existência, Teresinha do Menino Jesus legou à Humanidade uma sublime lição sobre a virtude, que é conhecida pela expressão “pequena via”. O caminho da virtude, disse ela, não é feito de coisas extraordinárias, mas de pequenos atos, gestos simples que todos podem praticar no cotidiano da existência.
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