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OPINIÃO: Juventude e sociedade: Quando o jovem tem de tomar decisões


 
 
Samuel Pessoa *
 
Criada há 65 anos - 16 de novembro de 1945 - após a Segunda Guerra Mundial, a UNESCO, agência das Nações Unidas, voltada à promoção da paz e dos direitos humanos, define que jovem, é a pessoa com idade entre 15 e 29 anos. Este é o período no qual o ser está transitando da adolescência para a vida adulta, e que enfrenta momentos de indefinições e inseguranças, mas que precisa tomar decisões. Porém, como tomar decisões diante de indefinições, incertezas e impedimentos?
 
Falo de dificuldades que têm a ver  com origem, etnia, raça e classe social do que com idade. Refiro-me a milhares jovens que, como eu, nasceram e vivem na periferia; situação aliás, em que se encontra neste momento, uma legião de jovens de nossa capital. São pessoas que, sem oportunidades, precisam seguir um rumo na vida, mas, que não sabem que escolha fazer, Fazer uma boa escolha, requer capacidade, ou seja; qualificação técnico-profissional. Mas, para se ter isso tão jovem, há que se ter oportunidade de acesso ao conhecimento, a técnica e as políticas públicas.
 
A gestão do prefeito Roberto Sobrinho reúne algumas políticas públicas voltadas à juventude, que estão a dar resultados. Implantamos uma política transversal de juventude que engloba ações de todas as secretarias municipais. Também criamos a Rede Portovelhense de Juventude(Reju), que atua como articuladora no âmbito do Conselho Municipal de Juventude, organismo que considero uma grande conquista. Ainda assim, a maioria absoluta dos jovens que moram e circulam nas periferias de Porto Velho, terá muito que lutar até ver atendidos plenamente seus direitos constitucionais de acesso à saúde, educação, trabalho, moradia, alimentação, segurança pública, esporte e lazer.
 
O futuro do jovem deve ser pauta integrante da sociedade em geral - igreja, empresa, universidade, escola, família e de cada cidadão e cidadã - e não de parte dela. O jovem precisa estar cercado de formação, que deve ser vista como obrigação da sociedade. Cada membro que a compõe é responsável por uma parte. A igreja, pela formação espiritual do jovem. A família, pela formação e sustentabilidade do caráter. A escola e a universidade, pela educação. As empresas, pela colocação dos jovens no mercado de trabalho. Os gestores públicos - municipal, estadual e federal - pela implantação de políticas públicas voltadas para a este segmento. E, por fim, as organizações da sociedade civil, pela fiscalização das ações públicas dirigidas à juventude.
 
Diante de tudo isso,se faz necessário alguns quistionamentos: o que estamos fazendo em favor dos jovens? Qual a ação dos atores sociais, no sentido de resolver os problemas que afetam a juventude? Será que há alguém disposto a dar a mão a um jovem, antes que ele seja recrutado pela ação do mal? Ou será que estamos tão fragilizados diante do poder do crime organizado? 
Enfim, se todos somos vítimas, é hora de refletirmos sobre a parte que cabe a cada um de nós nessa luta.   
 
* Coordenador Municipal de Juventude – Porto Velho.

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