Porto Velho (RO) sexta-feira, 4 de dezembro de 2020
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Opinião: Fluminensista, vida de cores, paixões e angústias


Nonato Melo e Silva

Poeta e, nas horas vagas, advogado
 

Se me perguntassem antes do jogo do Fluminense contra o América mexicano ontem (23.03.11), eu daria fácil uma forma: é difícil, sem o Muricy, que ganhou o campeonato brasileiro 2010 com um time ruim e um futebol lento e burocrático, mas que deixou nestes dias o time... Porém, jamais poderemos jogar com o lateral esquerdo Júlio Cezar, que ninguém, literalmente ninguém agüenta mais, senão talvez os patrocinadores (só porque o cara foi o melhor lateral esquerdo do Brasileiro pelo Goiás em 2009, mas depois nada), sem o ator canastrão do Deco, que veio da Europa, onde brilhara com sorte e talento no Portugal do Filipão e foi levado ao Chelsea, não por acaso e só por sorte, pelo próprio.

E de forma nenhuma em meu time jogaria ontem o Gum, entreguista contra o Boa Vista, da Taça Guanabara deste ano, dispensado o trocadilho. O Valência não vale, pois sempre me perguntei o que aquele colombiano medíocre fazedor de falta e de pênalty faz no Flu. E afinal por que não pôr o He-Man desde o início, que tendo ou não bom futebol é o que tem feito os gols necessários ao time até agora, nesse ano. Essa minha análise, se me perguntassem.

Bom, errei feio sobre ontem, pelo menos até quase o final do segundo tempo. É o futebol.

Toda unanimidade é burra, a frase mais conhecida nas minhas gerações de torcedor do Fluminense, herança do interessante jornalista Nelson Rodrigues. Não sou saudosista, tampouco me apraz assumir o eterno otimismo tricolor que só v i em duas pessoas: o Selmo da Porto Flu, amigão, e o tal imortal retrocitado (consta que o figura era da Academia...)

Dois caras no Tricolor das Laranjeiras que tenho olhado, gostado antes e depois aprendido a detestar, torcedor que sou: Gun e Deco. Dentre outros. E os pulhas decidiram o jogo ontem.

Bom ver que o Fred mais uma vez com sua presença foi deveras importante. Talismã. Ao contrário do Deco, que ganha igualmente àquele mais ou menos R$ 600.000.000,00 mensais – só não sei quem leva parte disso dentre os caras que representam o patrocinador UNIMED, e que no geral nada tem sido de importante.

Contudo, naquela partida o foi. Fez só o gol mais inesperado talvez de sua carreira já, sem o jogo e seu gol de hoje, morta.

É que a razão nos prega peças. Também é que pouco, analistas, especialistas ou não que sejamos - e sou apenas um assistidor e palpitador do que vejo nos jogos, coisa que não acho pouca, enquanto torcedor –nos possamos surpreender nos resultados futebolísticos, notadamente os que nos atraem a atenção.

Perguntem a mim sobre se o Flu ganharia essa, depois de sofrer o segundo gol, igualmente ao primeiro, em dois lances de sorte pro adversário, sem mérito. Senão o de deterem o título de a segunda maior torcida do mundo, e azar pra nós, que os dois gols foram mesmo de um grande azar. Eu só consigo dizer, como torcedor, que se o He-Man estivesse como um terceiro atacante desde o início, teríamos matado o jogo no primeiro tempo. Mas aí vem o perigo da insegurança recorrente de nossa zaga, com o tal do .... Gum.. E hoje o Digão, que resolveu aderir aos excrementos do setor nos últimos meses.

Afora o Deco tocar para o segundo gol, do lateral esquerdo Araújo, que de resto entrou um pouco tardiamente, já que o tal do Júlio Cezar finalmente se mostrou insuportável. E o Deco fazer depois o inesperado gol do Time de Guerreiro, aos 42, foi mesmo qualquer coisa.

Assim, a única conclusão é a de que seguirei quase forçado vendo os jogos nestes tempos. Já tinha me acostumado à minha necessidade velha e premente de me isolar pra escrever. O Flu é que até agora não deixou..

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