Quarta-feira, 14 de outubro de 2009 - 20h06
Tenho abordado com freqüência da necessidade urgente de dotarmos nossa cidade de instrumentos de ordenamento e fiscalização do trânsito e dentre tais instrumentos, do convênio que já deveria ter sido firmado pela Prefeitura e pelo 5º Batalhão de Trânsito.
Ontem o Promotor de Justiça Geraldo Guimarães, da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e da Defesa da Probidade Administrativa, se reuniu com as autoridades encarregadas de resolver o embróglio que se tornou o trânsito de Porto Velho, para tratar das medidas adotadas Município.
A reunião, que é um desdobramento de encontros e discussões entre os entes envolvidos convocados anteriormente pelo MP visa estabelecer os termos do tal convênio a ser firmado.
Em julho o MP havia se reunido para discutir o aumento da violência do trânsito e da reunião saiu o pedido para que a Prefeitura apresentasse projetos na área de trânsito, em razão do grande número de acidentes com vítimas nas ruas da Capital.
Na reunião de ontem, além dos técnicos do Detran que fizeram a apresentação de estudos e diagnóstico preliminar, outros atores se pronunciaram e surpresa!! O Estado repassou R$ 11 milhões para a Prefeitura em 2008 e há dinheiro de Jirau – mais de R$ 2 milhões que pode ser utilizado hoje se a Prefeitura quiser. Traduzindo: se dinheiro não falta, falta o que mesmo?
É impossível assistirmos calados ao desdobramento desse fato, quando a urgência e relevância do tema – vidas humanas perdidas no trânsito, além dos prejuízos morais e materiais – determinavam a união de forças para a solução. Se você quiser rotular, o nome é falta de planejamento ou insensibilidade.
Hora de reverenciar o trabalho dinâmico e as soluções oriundas do Ministério Público que é o guardião da lei e o apoio da sociedade.
Sem o MP a vida do cidadão seria extremamente difícil.
Fonte: Léo Ladeia
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