Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Opinião

Opinião: Aborto de anencéfalos no STF


Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) começarão o julgamento da possibilidade legal de aborto de feto anencéfalo na próxima quarta-feira (11/04). A Corte irá analisar a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 54, ajuizada em 2004 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), que defende a descriminalização do aborto em caso de gravidez de feto anencéfalo (sem cérebro). A entidade defende que existe ofensa à dignidade humana da mãe por ela ser obrigada a carregar no ventre um feto que não sobreviverá depois do parto.

Na opinião da presidente da Academia Brasileira de Direito Médico e da Saúde e membro efetivo da Comissão de Direito da Saúde e Responsabilidade Médico Hospitalar da OAB/SP, Sandra Franco, o problema - e a polêmica derivada de questões éticas, religiosas, morais e legais – já existia desde que se tornou possível realizar o diagnóstico intrauterino de anencefalia.

“Magistrados de diferentes regiões do país têm autorizado a realização do aborto, desde que comprovada à anencefalia, com a premissa de que o feto não apresenta qualquer possibilidade de vida fora do útero e, portanto, não possui um direito fundamental à própria vida a ser garantido pelo ordenamento jurídico”, alerta.

A especialista em Direito Médico ressalta que esta conclusão estaria também corroborada pela Lei n. 9.434/97, que dispõe que a vida cessa com a morte encefálica ou morte cerebral. “Se não há vida no feto anencéfalo, sob o prisma jurídico, não há sentido em prolongar a gravidez e acarretar riscos e prejuízos psicológicos e à saúde da gestante. O avanço, portanto, estará na possibilidade de a mulher interromper a gravidez sem ter de passar por um processo judicial, até agora a única forma de ela e os profissionais de saúde envolvidos não cometerem um ato ilícito”, explica Sandra Franco.

O processo polêmico já foi tema de audiência pública no STF em 2008, ocasião em que estiveram presentes representantes do governo, especialistas em genética, entidades religiosas e da sociedade civil. Os argumentos da audiência pública serviram de subsídio para a análise do caso por parte dos ministros do Supremo.

Fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada
Caio Prates – caio@libris.com.br
Marina B Araujo marina@libris.com.br  

Gente de OpiniãoSexta-feira, 13 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

O Diabo anda à a solta

O Diabo anda à a solta

A Altitude da Corrupção: As Elites, Epstein e a Derrocada Moral do OcidenteVivemos numa era de desnivelamento ético. Enquanto a maioria luta com as

Selvageria e bestialidade

Selvageria e bestialidade

Mais uma professora foi assassinada por um aluno dentro da sala de aula. Esse é o reflexo da onda de selvageria que domina a cidade de Porto Velho.

Adeus à vida através do suicídio

Adeus à vida através do suicídio

Para além dos Números da Escuridão que se espalha na Sociedade europeia Os recentes dados sobre suicídio na Alemanha e em Portugal não são apenas

Quando a violência invade o espaço do saber

Quando a violência invade o espaço do saber

Sexta-feira(06/02), algo terrível aconteceu dentro de uma Instituição de Ensino Superior.Uma professora de Direito Penal foi morta a facadas por um

Gente de Opinião Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)