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O tudo ou nada na corrida para a presidência ou o discurso pela ética?


O tudo ou nada na corrida para a presidência ou o discurso pela ética? - Gente de Opinião

Edilson Lôbo
 

Nessa reta final de campanha, o tom de baixaria na disputa entre as duas candidaturas, faz com que um cordão de amarrar patos, seja mais higiênico.

Quem melhor deu o exemplo para que as coisas descambassem para esse nível, foram os próprios protagonistas desse evento que, ao serem lhes dada a oportunidade de argumentarem sobre as suas propostas de governo, passaram a desancar impropérios contra seus adversários.

O grau de animosidade por parte dos adeptos de cada candidato no trato com o seu  oponente, chegou a tal grau de acirramento na mídia eletrônica, que está prevalecendo a velha  máxima de que os fins justificam os meios.

Cada lado esmera-se na arte de procurar nos mínimos detalhes, não a importância, o valor e de quanto o seu candidato tem mais traquejo e competências para governar o país, mas sim, as fragilidades e “as sujeiras” que eventualmente cada um cometeu no transcurso de suas vidas, como se isso fosse a coisa mais fundamental para balizar o perfil de cada candidato, junto ao conjunto de eleitores, principalmente, aqueles desprovidos de maiores informações e massa crítica, para discernir nessa barafunda toda, quem melhor teria a dignidade e estatura para representa-los.

É a mediocridade superando mais uma vez, a dignidade, a decência e os mais elevados princípios, no trato com uma questão que coloca em jogo os melhores destinos de uma Nação.

Nesse vale tudo, chega ser risível o arsenal de besteirol que assola o domínio dos que só pensam na  desqualificação e na distorção da imagem do candidato oponente.

É do meu ponto de vista, medíocre, asqueroso, ridículo, forçar estereótipos, chafurdar na lama de questiúnculas pessoais, e tantas outras questões menores, para uma decisão tão grandiosa.

Caluniar, fazer montagens grotescas, espalhar boatos mentirosos com informações e manchetes requentadas de tantos tempos atrás, tentando usar de má fé, para ludibriar o eleitor, com o intuito de desencorajá-lo em votar nessa ou naquela candidatura, não é o melhor caminho, nem o mais virtuoso.

A sociedade não é receptáculo de estrume para acolher os dejetos expelidos por determinadas pessoas que não tendo nada de útil a oferecer em momentos como estes, passa a destilar suas frustrações, mágoas e ressentimentos em cima do eleitorado adversário.

Fundamental para que queiramos honestamente informar o conjunto da população e deixa-la melhor esclarecida quanto a melhor escolha que ela possa fazer, é trata-la com mais respeito, com verdades, sem artifícios, sem subterfúgios.

Como poderemos depois, exigirmos dos nossos candidatos se eleitos, seriedade, lisura, respeito e responsabilidade no trato com a coisa pública, se para entroniza-los no cargo, usamos e abusamos de recursos imorais e ilícitos?

Agora poderemos nos perguntar, que lição e aprendizado poderemos legar aos nosso filhos, com posturas e exemplos nada edificantes para o exercício das suas cidadania, quando ao invés do uso de uma prática política pautada na ética tendo nessa prática, uma função pedagógica, nos utilizamos de artifícios para engendrarmos ainda que por sendas tortuosas o caminho mais fácil da vitória.

Mas será que vale mesmo a pena???

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