Segunda-feira, 11 de abril de 2016 - 15h56
A postura machista extremista, estritamente embasada em cumprimentos de medidas drásticas e não consequentes, está ressurgindo, ou melhor, dizendo, aparecendo em meio a esse momento incerto e duvidoso vivido pelo país. Trata-se de um comportamento direitista, como o próprio nome diz uma posição que milita de forma altamente radical.
Ora, se a situação não está nada favorável no âmbito sociopolítico, aparentemente o mais fácil e mais certo, é adotar um comportamento que seja rigoroso e que pelo menos possua o aspecto de que com a aderência de tal posicionamento, posto em prática, tudo irá melhorar e o país sairá das crises, dos problemas.
Tudo lindo e maravilhoso até agora. O problema está no seguinte: esse grupo extremista, no sentido que já usamos aqui, possui no seio norteador dos seus ideais, afirmações e vereditos que não condizem com a realidade vivida pela sociedade. Não sei se as raízes desse pensamento estão na ditadura brasileira, mas de fato, naquela época, quem não ia de encontro ao sistema, parecem ser, não generalizando, os pais e os avós adeptos do sistema, dos que pensam assim hoje. E aqui é bom ficar claro, hipóteses à parte, que foi graças à militância de quem optou pelo caminho tortuoso que a luta instaurada resultou na liberdade que vivemos hoje.
As afirmações e defesas direitistas no sentido tratado nesse texto, não são por sua vez, questionadoras nem reflexivas, pois a convicção de certeza e de sensatez, não dialoga com o contexto social da atualidade, e a questão temporal aqui é o de menos, visto que, as defesas são sem nexo independentemente do tempo.
Desse modo, se a estatística dos adeptos a essa postura tende a crescer, não se sabe ao certo, mas os que já integram esse grupo são bem significativos. Daí porque se torna saudável os movimentos de manifestações populares, pois há a demonstração de posturas em marcha, ainda que distintas, o que é reflexo de um país “maduro” no ato de se manifestar.
O surgimento ou o crescimento de comportamentos altamente radicais, no sentido ideológico e prático preocupam, e já se sabe o estrago e o estado em que deixam um país. Liberdade de expressão e de pensamento sempre, mas faz bem também um pouco de livros de história, de sociologia e do necessário bom senso.
Os motivos para que ainda se pense assim nos dias de hoje não são unicamente e definitivamente encontrados em meio a situação atual do país, sua origem deve ser procurada em outro lugar.
Felipe Augusto Ferreira Feijão
Estudante de Filosofia - FCF - Faculdade Católica de Fortaleza
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