Segunda-feira, 6 de outubro de 2014 - 10h33
Professor Nazareno*
Eu sempre fui acusado de, na maioria dos meus textos, atacar gratuitamente o povo de Rondônia. Um dos raríssimos leitores que tenho me advertiu quando escrevi “O frio não combina com Rondônia”que eu estava atacando os soldados e me esquecendo dos generais. “A culpa, professor, é dos políticos e não desse pobre e inocente povo”, disse outro leitor. “Atacar o bravo povo de Rondônia e de Porto Velho, que não tem culpa de nada, e se esquecer dos verdadeiros culpados é uma grande injustiça de sua parte, nobre articulista, isso demonstra total miopia e falta de visão sociológica”, ponderou outro. Envergonhado e na obrigação de pedir desculpas públicas aos meus poucos leitores, venho humildemente à presença de todos admitir que eu estava errado. O povo daqui é nacionalista, culto, politizado e de extrema inteligência.
E a grande e inequívoca demonstração de civismo, perspicácia, visão política, arrojo e desprendimento social, tudo isto ficou evidenciado, provando assim o meu injusto e indesculpável erro, com o atual resultado das eleições de 2014 para a formação da nova Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia bem como na escolha dos nossos queridos representantes para a Câmara Federal, o Senado e por que não dizer “o insubstituível povo de Rondônia foi grande também na escolha para Presidente da República e Governador do Estado, ainda que tenhamos um segundo turno para a decisão final”. Eu, que ainda estava pusilânime em relação às qualidades deste bravo povo, agora não tenho mais dúvidas. Uma pena ter só uma existência, pois “se dez existências tivesse, dez existências daria” para viver entre estes conscientes eleitores.
Esse povo merece um Prêmio Nobel. A composição para a Câmara dos Deputados é um primor. Cada um dos eleitos melhor que o outro. Uma demonstração de civismo e seleção coerentes. Como não se orgulhar de participar de um povo como este? A escolha da nova Assembleia Legislativa do Estado também é uma dádiva dos céus que dispensa comentários. Está mais para a formação do Conselho de Segurança da ONU do que para a votação de uma simples casa legislativa de um Estado pobre em um país emergente. Só grandes homens e mulheres. Verdadeiros estadistas e amigos de todos. De agora em diante só decência, dignidade, trabalho, respeito e esperança para o nosso povo. Roubos? Desvios de verbas públicas? Corrupção? Nunca mais ouviremos tais palavras. O Ministério Público e a Polícia Federal agora não terão mais o que fazer.
Do ponto de vista político, Rondônia viverá uma confortável e feliz rotina. As apostas sobre quando estouraria, na próxima legislatura, o primeiro escândalo na ALE, quanto seria surrupiado de dinheiro público ou qual o nome que a Polícia Federal daria à primeira operação dentro daquela nobre “casa de leis” são coisas do passado. E como daqui para frente a alegria reinará na “Terra do Tudo”, a “cidade das hidrelétricas” e da “ponte necessária” dará para o mundo excelentes exemplos de civilidade e respeito ao dinheiro do contribuinte. Um povo de ancestralidade comprovada e de escasso apego à honestidade e respeito à coisa pública só podia ter feito as escolhas que fez. Depois de eleitos, os nossos novos heróis não medirão esforços para trabalhar em benefício de todos. Mel e leite jorrarão de nossas limpas e perfumadas ruas. Alegria justificada, pois o povo daqui é igual ao do resto do país. “Roubônia” e Brasil, as potências esquecidas.
*É Professor em Porto Velho.
Quinta-feira, 1 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)
Trump e a tentação constantiniana
Um artigo recente publicado na plataforma InfoCatólica (1) afirmou que o presidente dos Estados Unidos Donald Trump teria convocado um “Terceiro

Lisboa, dezembro de 2024. No Parque das Nações, onde a Expo outrora prometeu um mundo sem fronteiras, ergue-se agora um cubo de vidro fumado. Dent

Rocha não está politicamente morto
Não tenho procuração (nem quero) para defender o governador Marcos Rocha. Acho que já tem muita gente ganhando para fazer isso, mas se você acredita

Está formado o cabo de guerra entre André Mendonça e Flávio Dino, ambos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Mendonça mandou a Polícia Feder
Quinta-feira, 1 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)