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Lula e a Seleção Brasileira, em tese, favoritos


Lula e a Seleção Brasileira, em tese, favoritos - Gente de Opinião

Ao menos num aspecto, existe semelhança entre a Seleção Brasileira que disputou a Copa América e a situação político-eleitoral do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: o favoritismo. No caso da Seleção, conquistar o bicampeonato do torneio seria um feito e tanto. Conquanto ainda não tenha admitido publicamente que é candidato à presidência da República, nenhum petista duvida que a ambição de Lula é o de retornar ao comando no país.

Se nas casas de apostas de mundo a Seleção Brasileira aparecia como a principal favorita ao título, por aqui, desde há muito os institutos de pesquisas de intenção de voto observam e sinalizam para uma vitória tranquila do petista. Assim como na Copa América a Seleção Brasileira não estava isenta dos eventuais tropeços num ou noutro jogo, afinal havia adversários de tradição e, portanto, não seria prudente desprezá-los, igualmente, em que pese Lula despontar na dianteira das recentes sondagens, nada garante, por enquanto, que a sua eleição está assegurada.

Ainda estão na memória de muitos brasileiros os escândalos do mensalão e do petrolão, além de outras práticas em que a ética foi mandada para o escanteio. Por isso não convém cantar vitória antes da hora, ou, como dizem alguns, calçar o salto alto do já ganhei. Isso porque, durante a campanha eleitoral, o contra-ataque dos adversários do petista será pesado, sobretudo nos seus pontos mais vulneráveis.

Pelo que se viu durante os jogos da Copa América, não deu para ignorar a determinação com que a nossa eterna rival Argentina entrou na disputa. Logo, para corresponder à expectativa do torcedor brasileiro, a Seleção Brasileira precisava vencer, primeiro, o espectro do favoritismo e, sem querer inventar, jogar o que sabia e o que podia, assim como devem estar apostando os eleitores que acreditam cegamente na vitória de Lula.

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