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Guerra de impugnações


Valdemir Caldas - Gente de Opinião
Valdemir Caldas

A campanha do jovem candidato à prefeitura de Porto Velho, ex-deputado federal Léo Moraes (Podemos), tem-se notabilizado pelo volume de pedidos de impugnações à Justiça Eleitoral contra sua principal adversária, a também jovem candidata Mariana Carvalho, do União Brasil. E isso não é bom, nem para o candidato, que fica mal na foto, nem para o eleitor, cuja maioria quer ouvir as propostas dos postulantes, muitas vezes relegadas a um plano secundário, cedendo espaço para discussões ilógicas.

Os candidatos precisam dizer aos eleitores, em alto e bom som, para que todos entendam, como cada um deles vai fazer, se eleito for, para resolver problemas crônicos, como o desabastecimento de água potável e ausência de esgotamento sanitário, observando que menos de 5% da população portovelhense tem acesso à água tratada, e que somente 9% dos moradores dispõem de coleta de esgoto.

No ranking do saneamento básico, Porto Velho é a capital da região Norte que aparece na última colocação, segundo indicadores do Instituto Trata Brasil. Isso é uma bofetada na cara de políticos e autoridades e um desafio tremendo para os candidatos a prefeito.  A sorte está lançada, para quem acredita nela.

Todos os candidatos, sem exceção, se consideram prontos para a espinhosa tarefa de governar um município com tantos e complicados problemas, como é o caso de Porto Velho, mas a decisão final é sempre do povo, ao qual cabe, numa democracia, em tese, o direito de exprimir sua vontade, suas opiniões, suas necessidades e seus anseios e, aos políticos, o dever e a sensibilidade para ouvi-lo, compreendê-lo e procurar atendê-lo. Que a disputa pela prefeitura da capital se dê no campo das ideias, e não no terreno das impugnações e discussões inúteis. 

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