Sexta-feira, 6 de setembro de 2024 - 13h09

A
campanha do jovem candidato à prefeitura de Porto Velho, ex-deputado federal
Léo Moraes (Podemos), tem-se notabilizado pelo volume de pedidos de impugnações
à Justiça Eleitoral contra sua principal adversária, a também jovem candidata
Mariana Carvalho, do União Brasil. E isso não é bom, nem para o candidato, que
fica mal na foto, nem para o eleitor, cuja maioria quer ouvir as propostas dos
postulantes, muitas vezes relegadas a um plano secundário, cedendo espaço para
discussões ilógicas.
Os
candidatos precisam dizer aos eleitores, em alto e bom som, para que todos
entendam, como cada um deles vai fazer, se eleito for, para resolver problemas
crônicos, como o desabastecimento de água potável e ausência de esgotamento
sanitário, observando que menos de 5% da população portovelhense tem acesso à
água tratada, e que somente 9% dos moradores dispõem de coleta de esgoto.
No
ranking do saneamento básico, Porto Velho é a capital da região Norte que
aparece na última colocação, segundo indicadores do Instituto Trata Brasil.
Isso é uma bofetada na cara de políticos e autoridades e um desafio tremendo
para os candidatos a prefeito. A sorte
está lançada, para quem acredita nela.
Todos os
candidatos, sem exceção, se consideram prontos para a espinhosa tarefa de
governar um município com tantos e complicados problemas, como é o caso de
Porto Velho, mas a decisão final é sempre do povo, ao qual cabe, numa
democracia, em tese, o direito de exprimir sua vontade, suas opiniões, suas necessidades
e seus anseios e, aos políticos, o dever e a sensibilidade para ouvi-lo,
compreendê-lo e procurar atendê-lo. Que a disputa pela prefeitura da capital se
dê no campo das ideias, e não no terreno das impugnações e discussões inúteis.
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