Sexta-feira, 2 de novembro de 2018 - 08h10
A festa de Todos os Santos comemorada no dia 01 de novembro e que precede o dia dos fiéis defuntos (Dia de Finados) 2 de Novembro, é celebrada pela Igreja no Brasil sempre no domingo seguinte, este ano dia 4. Essa mudança se deu após a reforma do Concílio Vaticano II, se convencionou que algumas solenidades que caem durante a semana na sua data civil, seriam celebradas no domingo subsequente.
“É o caso de outras solenidades, como da Imaculada Conceição, a festa de São Pedro e São Paulo, etc. Porque são festas de importância mundial, para a Igreja universal, para todas as culturas”, explica o arcebispo de Londrina (PR) e membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geremias Steinmetz.
Essa celebração, que surgiu na Antioquia, no século IV, com a solenidade de todos os mártires, foi instituída para celebrar de uma só vez todos os santos. O sentido desta solenidade, introduzida em Roma no século sexto, está explicitado na oração da Missão de Todos os Santos: “Numa só festa, celebramos os méritos de todos os Santos e Santas”.
Para dom Geremias, esse conceito de santidade é amplo no sentido de que santos não são somente aqueles que são canonizados mas há uma multidão de santos junto de Deus que não são canonizados. “São todos os homens e mulheres que viveram santamente, foram discípulos de Jesus Cristo e agradaram a Deus, esta é a santidade”, destaca.
Além disso, a solenidade é o momento em que a Igreja recorda que os cristãos são chamados a santidade, como apresenta o papa Francisco na Exortação Apostólica Gaudete et Exultate (Alegrai-vos e exultai).
Segundo dom Geremias, o papa tenta apresentar neste documento justamente que a santidade nos nossos tempos passa em primeiro lugar pelo discipulado de Jesus Cristo, ou seja, um seguimento sério do Evangelho de Jesus Cristo em todas as suas dimensões, no testemunho de vida, vivência da Palavra de Deus.
Para o bispo, a santidade não é uma questão mística simplesmente, mas é uma questão vivencial do Evangelho. É esse o grande apelo que também se faz no ano do laicato.
“O leigo que é chamado a ser a Igreja no coração do mundo, e o mundo no coração da Igreja, ou ser sal da Terra, luz do mundo. Ou ainda mais, o cristão que hoje deve ser aquele que está ligado como está o ramo ligado à videira, ele está ligado à pessoa de Jesus Cristo, pelo batismo, fonte da santidade. Uma experiência intransferível de Jesus Cristo que você mesmo tem que fazer para poder ser santo. Esta é a grande mensagem que se tenta apresentar nesse dia”, ressalta.
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