Sábado, 30 de janeiro de 2010 - 19h48
É comum vermos no serviço público na área federal, estadual ou municipal, a mesma tarefa sendo executada por órgãos cujas diferenças são: a sigla, o chefe e o quadro de pessoal. Some-se a isso, as superestruturas oficias plantadas em Brasília, sem tarefas operacionais, vez que o cidadão, cliente final dos serviços, está bem distante de onde reina majestoso o poder, cuja função maior é o mero repasse de verbas. Um absurdo administrativo com uma logísitica de malversação, criando caminhos que não existem e descaminhos que deveriam ser evitados.
Observe o caso de Porto Velho: numa visita de inspeção à as obras do Rio Madeira, o presidente da República decidiu – ele mesmo e não o prefeito, governador ou ministro da saúde – que seriam construídas três UPAs. Por que três e não quatro ou duas? Porque pouco importa. Na hora valia o querer do presidente. E se a criação irá resolver ou não nossas carências de pequenos hospitais é outra história. Isso é para o futuro.
Na esfera federal, Ibama e Instituto Chico Mendes tratam ou, pelo menos, deveriam tratar do meio ambiente e argumentos para justificar a separação, valem tanto quanto os que tentam explicar o sexo dos anjos. As razões para o desmembramento do Ibama criando dois “bichos novos” no meio ambiente brasileiro são de ordem política e envolve acomodações políticas de partidos, cargos, diretorias, chefias, chefetes, etc.
E isso se repete na educação, meio ambiente, segurança pública, turismo, esporte e lazer. Rondônia faz uma festa – o Flor do Maracujá, em Porto Velho – sem que haja a participação da Prefeitura Municipal. Há pouco tempo assistimos uma briga de egos que foi às raias do absurdo elevado à enémisa potência, quando a PM deixou de fiscalizar o trânsito na capital, pela falta de um convênio com a Prefeitura Municipal.
A saúde – esse animal esquisitão chamado SUS – tem um cerébro, 27 cabeças cada uma comandando duas patas cada, para o atendimento de alta e média complexidades e 5.564 subcabeças - municípios - cada uma com mais duas patas para atender os serviços básicos nas cidades e distritos, com o menor orçamento dos três entes envolvidos, o que torna a tarefa praticamente impossível de ser ralizada.
O SUS, que tem tudo para não funcionar, até pela Lei de Murphy, não funciona. Aqui em Rondônia, a saúde é uma doença que ataca município e estado. Doentes, os dois se tratam com ações pontuais mas, não conseguem diagnósticos e curas, por se enxergarem e se aceitarem como distintos e não unos na essência e no objetivo. O que se vê são dois exércitos de atendentes e agem separados a partir das ruas, com o SAMU e ou Bombeiros atendendo o cidadão que precisa chegar a um leito, seja de um posto saúde, policlínica ou numa das jóias da coroa estadual, o João Paulo II e o Hospital de Base.
Apenas para continuar na saúde, que vive o caos, o dinheiro provem da mesma fonte – do contribuinte via imposto pago – e deveria ser usado em ações em seu benefício, independente de quem seja o gestor. Porém o que se vê é bem diferente. O Hospital de Base e o João Paulo são tidos e tratados como um castelo feudal e os postos de saúde, como edículas, se tanto.
Esperar o entendimento entre os mandatários, mormente em ano eleitoral é utopia, sei. Pior é que o desconhecimento de seus direitos por grande parte da sociedade, faz com que o cidadão seja levado erroneamente a acreditar que o governo, individualizado num personagem, lhe presta um impagável favor – talvez só pelo voto – quando atende as suas carências, o que é apenas uma obrigação e para a qual é regiamente pago.
A cultura em voga no Brasil do personalismo exacerbado, do clientelismo debochado e do assistencialismo pragmático, faz com que o cidadão comum e creiam, até setores da imprensa aplaudam, de forma canhestra, o pagamento de salários de servidores em dia como virtude do mandatário de plantão. Lamentável não só pela desinformação que se tenta propagar, como pelo reforço que se empresta a essa falsa crença.
Léo Ladeia - leoladeia@hotmail.com
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