Segunda-feira, 26 de outubro de 2020 - 19h11

O mundo todo está atento para adquirir, logo que
isso seja possível, a vacina contra o novo coronavírus. Isso significa,
obviamente, que quem dormir no ponto poderá ficar para o final da fila.
É oportuno lembrar da postura recente de
algumas autoridades neste Brasil
varonil, que fizeram um samba do crioulo doido misturando decisões científicas
com disse me disse politiqueiro. Como se sabe, quando há inversão de valores, o
que tem valor acaba perdendo valor.
Não é possível entender como pessoas que ocupam
cargos tão relevantes sejam capazes de priorizar seus interesses pessoais, onde
a vaidade ocupa lugar de destaque, em detrimento dos interesses maiores de
outros seres humanos que, no caso, adoecem e morrem ante uma pandemia — até a
escolha da nacionalidade da vacina virou bate-boca nesse teatro do absurdo. É óbvio
que num momento como este, todos, em todos os níveis, devem se dar as mãos para
combater esse inimigo comum que aí está.
Esse estado de ânimo do tipo salve-se quem
puder certamente foi o que motivou pelo menos a oito governadores, até o
momento, correrem atrás da vacina, no caso a CoronaVac, para adquiri-la. Ou
seja, caso o governo federal não a forneça com a urgência necessária, eles já
poderão iniciar a tão almejada vacinação em seus estados.
Mesmo que a fabricação do produto em questão ocorra
em larga escala, como está ocorrendo, até mesmo antes do veredicto dos órgãos
que darão a palavra final sobre suas eficácia e segurança (no caso do Brasil, a Anvisa), não é
de se estranhar que a produção seja insuficiente para atender a todos ao mesmo
tempo.
Diante disso, rogo, em nome do povo de
Rondônia, que o governador Marcos Rocha tome todas as medidas cabíveis para não
permitir que sejamos, mais uma vez, tratados como um estado de segunda
categoria.
Caso essa atitude não ocorra de sua parte,
governador, tenha certeza que nossa gente, por mais resiliente que seja, jamais
o perdoará.
Está avisado, governador!
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