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Esse negócio de moção de aplausos para servidor é pura demagogia


Valdemir Caldas - Gente de Opinião
Valdemir Caldas

Não sei você, mas acho esse negócio de moção de aplausos para servidor uma tremenda cafonice de político que, na ausência de coisa mais séria a fazer, envereda pelo caminho da demagogia a pretexto de valorizar esse ou aquele segmento profissional. Quer realmente valorizar o servidor público, pois, então, convença o chefe do executivo estadual ou municipal a pagar-lhe um salário decente, que atenda às suas necessidades básicas, entre outros direitos da categoria.

Desde quando um pedaço de papel não emoldurado ajuda a colocar comida na mesa, ou, então, a pagar as contas de energia elétrica, água, telefonia, entre outras despesas? E o pior é que ainda tem gente que se presta a esse tipo de coisa, só para agradar o autor da concessão. É o tipo de solenidade na qual todo mundo quer usar a tribuna para exaltar as qualidades do agraciado ou agraciados, ainda que da boca para fora.

Depois do uso excessivo de palavras que vão do nada a lugar nenhum, ou, para ser mais claro, da encheção de linguiça, em cuja área muitos políticos e administradores da coisa pública se especializaram, vem a sessão de fotos, quando todos, com aquele sorriso amarelo, se juntam para o registro oficial, seguidos de aperto de mão, abraços e, por fim, os comes e bebes.

Conheço o ritual de cor e salteado. Aliás, não só conheço, como também fui agraciado com uma moção de aplausos, nos meus tempos de servidor da Câmara Municipal de Porto Velho, mas nunca fiz questão de recebê-la, principalmente depois que soube quais foram os verdadeiros motivos que levaram o autor a apresentar a proposição. Naquele momento, tudo é alegria, mas a realidade está logo ali, a poucos passos da porta de saída.   

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