Quinta-feira, 22 de janeiro de 2026 - 11h20

O furto e a fraude no
consumo de energia elétrica, popularmente conhecidos como “gato”, resultaram na
prisão de 139 pessoas em Rondônia ao longo de 2025, quase o dobro do registrado
em 2024, quando houve 71 prisões. Apesar das penalizações previstas em lei, o
crime ainda é uma prática recorrente e segue preocupando autoridades e
concessionária.
A maioria das prisões
ocorreu em flagrante, após a identificação de irregularidades pelos peritos da
Polícia Técnico-Científica - POLITEC, em casos de auto religação, desvio de
energia, fraudes em medidores e ligações clandestinas. Os municípios com maior
número de ocorrências foram Porto Velho, com 89 prisões, seguido de Ji-Paraná
(20), Cacoal (17) e Ariquemes (13).
Para conter a prática, a Energisa mantém a intensidade de ações de combate ao furto de energia. Em 2025, foram realizadas mais de 140 mil inspeções técnicas de rotina em áreas urbanas e rurais, além da implementação de tecnologias de monitoramento inteligente de consumo, capazes de identificar padrões suspeitos de irregularidades.
“Os casos identificados, ao contrário do senso comum, demostram que o furto de
energia não está restrito a um único perfil socioeconômico. Encontramos irregularidades
tanto em residências quanto em comércios de grande porte. Isso comprova que o
crime não está ligado à incapacidade de pagamento, mas sim a uma prática ilegal
presente em todas as classes sociais”, explica Daniel Andrade, gerente do
Departamento de Combate a Perdas da Energisa Rondônia.
Risco à vida e
prejuízos à população
Somente em 2025, 10
pessoas morreram em Rondônia devido a acidentes provocados por ligações
clandestinas e autorreligação. A prática coloca em risco a vida de quem realiza
a intervenção irregular e de moradores da região, podendo causar
curtos-circuitos, sobrecargas, incêndios e apagões.
Além do risco à vida, o crime compromete a qualidade do fornecimento de energia, sobrecarrega a rede elétrica e pode causar interrupções no serviço. Em 2025, cerca de 7 mil clientes foram prejudicados por interrupções no fornecimento de energia provocadas por curtos-circuitos decorrentes de ligações clandestinas em Rondônia.
“O furto de energia coloca vidas em risco, causa prejuízo ao estado com perda
de arrecadação, aumenta os custos operacionais e encarece a tarifa para quem
paga corretamente. Por isso, é essencial que a população ajude no combate a
essa prática e denuncie qualquer suspeita de ligação clandestina”, destaca
Daniel Andrade.
Ao suspeitar de
ligações clandestinas, denuncie anonimamente:
Polícia Militar: 190
Central de
atendimento 24h: 0800 647 0120
WhatsApp Gisa: (69)
99358-9673
Aplicativo Energisa
On, disponível na App Store e no Google Play
Saiba mais
Quais as penalidades
para quem comete furto ou fraude de energia?
Os artigos 155 e 177
do Código Penal classificam o furto e fraude de energia com crime. A pena pode
variar de 2 a 8 anos de reclusão, além de multa. Em casos de agravantes, como o
uso de dispositivos eletrônicos para fraudar o medidor de energia, a pena pode
ser aumentada.
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