Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026 - 15h54

Até o dia 25 de
fevereiro, startups, universidades, instituições científicas, tecnológicas e de
inovação, além da indústria, podem se inscrever na chamada de inovação aberta
do FlexLab, plataforma criada pela Energisa para acelerar soluções de
flexibilidade energética, a capacidade de responder rapidamente às variações de
oferta e demanda. O objetivo é explorar novos modelos de controle, previsão,
agregação, resposta da demanda e coordenação inteligente de cargas, geração
distribuída e armazenamento, criando evidências técnicas, regulatórias e econômicas
que apoiem a evolução do setor elétrico rumo a uma rede mais flexível, digital,
descentralizada e participativa.
O edital da chamada
de inovação aberta está disponível no site
do Energisa FlexLab. As propostas podem resultar em produtos,
serviços, novos modelos tarifários ou até mesmo em inovação na forma de modelos
de negócios. A expectativa é aprovar de cinco a dez projetos.
“Com o FlexLab,
queremos acelerar produtos tecnológicos, modelos de negócio e regulatórios rumo
a modernização do setor elétrico. Para isso, precisamos identificar, selecionar
e testar soluções inovadoras que contribuam para o desenvolvimento da
flexibilidade elétrica”, explica Letícia Dantas, diretora de Inovação da
Energisa. “A flexibilidade é fundamental para o futuro da distribuição de
energia, e a inovação aberta é a melhor alternativa para encontrar novas ideias
e soluções, ampliando as chances de responder a desafios específicos.”
Em geral, as empresas
realizam chamadas voltadas a projetos específicos, com entregas previamente
definidas. No FlexLab, o foco é o tema da flexibilidade, estruturado em seis
frentes. São elas:
1) Gerenciamento
inteligente de cargas com redução automática em picos de consumo;
2) Coordenação de
múltiplos recursos energéticos distribuídos;
3) Usinas virtuais
que combinam geração, armazenamento e cargas flexíveis;
4) Modelos tarifários
dinâmicos e incentivos à flexibilidade energética;
5) Previsão de geração
e demanda para otimização operacional;
6) Plataforma aberta
de dados e APIs para fomentar a inovação no setor energético.
“Tecnologias, modelos
de negócio, arquiteturas digitais, métodos de previsão e sistemas de gestão de
flexibilidade são alguns dos caminhos possíveis para responder de forma
inteligente às variações de geração, consumo e condições de operação, de
maneira eficiente, confiável e sustentável”, afirma Letícia. Segundo a
executiva, as propostas devem considerar princípios como interoperabilidade,
segurança operacional, proteção de dados, viabilidade econômica e potencial de
escalabilidade no contexto da Energisa e do setor elétrico nacional.
As soluções serão
desenvolvidas ou testadas em ambiente real, utilizando o ambiente de experimentação
da plataforma, e poderão servir de base para novos modelos de negócio. A
Energisa mantém dois laboratórios para testes, um em Uberlândia, Minas Gerais,
e outro em Palmas, Tocantins. Os parceiros não precisam estar presencialmente
nos locais em tempo integral, mas terão acesso à infraestrutura para
desenvolver e validar suas soluções. O financiamento poderá ser composto por
recursos próprios da empresa e por verbas de pesquisa e desenvolvimento da
Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
Após a inscrição do
projeto no site do FlexLab e
a verificação de preenchimento de requisitos, os proponentes participarão de
sessões presenciais ou remotas de apresentação técnica para o comitê de
seleção, no estilo de pitch. Em seguida, acontece a etapa de discussão e
refinamento das propostas, com a construção do plano de trabalho. Os
selecionados serão anunciados em junho de 2026.
Os critérios de
seleção consideram a aderência aos temas, desafios e aplicabilidade no contexto
da Energisa, o mérito técnico e o grau de inovação, incluindo a maturidade
tecnológica, o potencial de impacto nos indicadores da empresa, sejam eles
operacionais, econômicos ou socioambientais, a capacidade da equipe e a
viabilidade de execução, além da escalabilidade, modelo de negócio, monetização
da solução, prontidão regulatória e dos aspectos de sustentabilidade, segurança
e compliance.
“Não se trata de um
processo competitivo tradicional. Por isso, podemos selecionar mais de uma
proposta para desenvolvimento simultâneo, inclusive dentro de um mesmo eixo
temático, desde que atendam aos requisitos e estejam alinhadas aos interesses
estratégicos da Energisa. É uma oportunidade inovadora para acelerar uma área
essencial para a rede energética brasileira, que passa por um processo de
transformação e tem na flexibilidade um de seus maiores desafios”, conclui a
executiva.
Sobre a Energisa
A Energisa é uma
empresa que pensa no futuro desde 1905, pois inovação e empreendedorismo sempre
estiveram em seu DNA. São 120 anos realizando histórias e evoluindo relações.
Fundada na Zona da Mata mineira, a Energisa é hoje um dos maiores grupos
privados do setor elétrico brasileiro. Somos um ecossistema de produtos e
serviços que conecta pessoas e empresas às melhores soluções de energia e
potencializa o futuro do país.
Nosso portfólio
abrange 9 distribuidoras de energia elétrica, 13 concessões de transmissão, uma
central de geração fotovoltaica centralizada, uma marca inovadora de soluções
energéticas – a (re)energisa –, que conta com um dos maiores parques de geração
distribuída fotovoltaica do país, além de comercialização de energia no mercado
livre e serviços de valor agregado.
Em julho de 2023, passamos
a atuar no segmento de distribuição e comercialização de gás natural, através
da aquisição da ES Gás e, desde novembro de 2024, adquirimos participação nos
ativos da Cegás, Copergás, Algás e Potigás. O Grupo atua na produção e
comercialização de biossoluções (tratamento de resíduos, biometano,
biofertilizante) por meio das usinas da Agric, em Santa Catarina, e da Lurean,
no Paraná.
Transformamos energia
em conforto e desenvolvimento para mais de 20 milhões de pessoas em 939
municípios de todas as regiões do país e geramos mais de 20 mil empregos,
diretos e indiretos.
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