Quarta-feira, 4 de novembro de 2020 - 15h18

Dois meses antes do previsto, a Energisa entregou as novas linha e subestação para os moradores de Seringueiras. A obra é parte do investimento de R$ 181 milhões que vai permitir integrar a população dos municípios de São Francisco, São Domingos e Costa Marques ao Sistema Interligado Nacional (SIN). É o mesmo que atende a maioria dos brasileiros com energia elétrica de qualidade e mais segura, ou seja, menos suscetível a quedas e variações de carga.
Antes do empreendimento, a cidade registrava constantes oscilações na eletricidade devido a rede herdada da antiga Ceron, que estava aquém da necessidade criada pelo crescimento da região. Desde que assumiu, porém, a Energisa manteve aberto o canal de diálogo com a população e procurou informar o passo a passo do investimento realizado.
O gerente de Manutenção de Alta Tensão, Filipe Lima, foi um dos que estiveram na região para acompanhar as obras e conversar com a população. Apenas em outubro, foram três viagens para a região, uma delas acompanhada de uma comissão formada por diretores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e por parlamentares da bancada federal de Rondônia.
“A Energisa tem obras por todo o estado e acompanhamos tudo de perto, mas alguns locais, como Seringueiras, na BR-429, e Nova Dimensão, no Norte, tinham situações realmente desafiadoras. Por isso, buscamos esse contato direto com os moradores. É gratificante ver o impacto da entrega para a população”, explica.
A primeira reação com a entrega foi de surpresa. O secretário de saúde do município, Marcel Leme, chegou a enviar uma mensagem para a equipe da empresa perguntando o que estava acontecendo, já que as oscilações constantes na rede haviam sumido. De acordo com Daniel Andrade, coordenador de grandes clientes da Energisa, o município constatou a melhora depois que a distribuidora instalou equipamentos para medir a tensão na rede e reforçou o atendimento ao hospital local com um gerador no período de maior demanda por carga.
“Procuramos trabalhar com transparência, minimizando o desconforto e informando a população, enquanto acelerávamos a obra”, resume Andrade.
Para antecipar o prazo, foi necessário mobilizar 300 profissionais divididos em diversas frentes de trabalho e seguindo todos os protocolos de segurança, especialmente devido a Covid-19. Com isso, a obra, inicialmente prevista para terminar em dezembro, foi antecipada primeiro para novembro, até que a empresa conseguiu entregá-la em outubro mesmo.
“Erguemos 165 torres ao longo da BR-429, interligando a subestação de São Miguel do Guaporé à de Seringueiras, que deixa a energia no nível adequado para as residências e empreendimentos da região. A capacidade da subestação também já foi preparada para atender o crescimento do município, que certamente ocorrerá, com essa nova energia”, frisa o gerente Filipe Lima.
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