Terça-feira, 29 de abril de 2025 - 11h46

A pichação de prédios públicos ou privados, casas, muros de
residências, viadutos, monumentos históricos, fachadas de lojas e símbolos de empresas
continua sendo uma dor de cabeça não somente para as autoridades municipais,
como também para moradores, empresários e comerciantes. Imagino quão não deve
ser revoltante para um empresário receber seus clientes com as fachadas, ou as
paredes, ou os portões de seus comércios completamente desfigurados por
pichações criminosas. Não se trata, apenas, de uma questão estética, mas,
também, de prejuízos financeiros.
Segundo o jornalista Sérgio Pires, é intenção do empresário
Luciano Hang inaugurar uma terceira loja em Rondônia. Em contrapartida, ele pediu
à aprovação de leis mais rigorosas contra pichadores. O pedido do empresário
faz sentido. Tempos atrás, o dono da rede de lojas Havan, amargou um enorme
prejuízo, quando criminosos atearam fogo em um momento de uma de suas lojas em
Porto Velho. Quer dizer, o cidadão paga uma fortuna de impostos e, de quebra,
ainda tem que arcar com despesas de ações criminosas. Essa conta deveria ser
paga pelo poder público municipal.
É compreensível, repita-se, a preocupação do empresário, mas,
por outro lado, é ilusão acreditar que mais uma lei vai resolver o problema das
pichações em Porto Velho. Leis há, e muitas, mas elas não operam por si sós na
suas essências e objetividades. Isso envolve diversas ações, como fiscalização,
por exemplo, contudo, o mais importante é criar a cultura da limpeza social. É
preciso reeducar a população, colocar na cabeça de cada morador que uma cidade
limpa reflete a consciência e o comportamento de seu povo e, principalmente,
influencia na sua qualidade de vida.
Não nos conforta; antes, porém, nos deprime, saber que Porto
Velho desponta entre as capitais mais sujas do Brasil, não apenas por causa das
pichações, mas, sobretudo, pela ausência de serviços públicos essenciais. Manter
a cidade limpa é responsabilidade de todos. A equipe da prefeitura acaba de
limpar um córrego. Logo depois vem um morador e joga um fogão velho, uma
geladeira velha, um animal morto, ou mesmo resíduos no local. Isso é um absurdo!
É preciso reeducar a população. Caso
contrário, vamos continua no topo das cidades mais emporcalhadas do Brasil.
Quarta-feira, 3 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
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