Sexta-feira, 23 de abril de 2021 - 12h49

Em menos de uma semana, fomos da expectativa à frustração. A
promessa de compra de quatrocentas mil doses de vacinas produzidas pelo
laboratório AstraZeneca pela prefeitura de Porto Velho, por meio da empresa
Ecosafe Solutions, ficou pelo meio do caminho. A ânsia de chegar na frente na
luta contra o covid -19 e, com isso, aparecer bem na foto perante à opinião
pública, por pouco não resultou em prejuízo aos cofres públicos.
Graças a Deus, a Policia Civil do Rio de Janeiro farejou o
cheiro de coisa podre no ar e resolveu mergulhar de cabeça no pântano da
malandragem, evitando, assim, que milhões de reais escorressem pelo esgoto,
cada vez mais largo, da fraude. O contribuinte, exaurido de tanta exploração,
agradece o esforço daquela instituição. O prefeito Hildon Chaves garantiu que
não saiu um centavo da conta da prefeitura para pagar a empresa. Quem bom!
Mas não foi apenas a população de Porto Velho que ficou
decepcionada. Tinha muita gente surfando na onda da vacina de olho nas eleições
de 2022. Pelo jeito, o tiro saiu pela culatra. Vão ter que procurar outro cabo
eleitoral. Interessante observar que, somente agora, descobriu-se que a
Oxford/AstraZeneca não vende suas vacinas para empresas privadas, estados ou
municípios. Será que ninguém viu isso antes de começar o processo de negociação?
Um simples telefonema para a farmacêutica teria evitado o transtorno, mas a
pressa falou mais alto. E o resultado foi um desastre.
Vivemos tempos difíceis. É preciso que os homens públicos
deixem de lado o imediatismo, que nada contribui para a correção da ordem
social e passem a cuidar dos legítimos interesses da população. A voz da razão
e do espírito público recomenda cautela nesse momento delicado da vida
nacional.
Sejamos humildes para reconhecer que há problemas cujas
soluções transcendem a capacidade humana. Deixemos de lado as nossas vaidades e
reconheçamos as nossas limitações, voltando nossos olhos para as coisas do alto
e clamando pela misericórdia do Senhor, que tudo pode, tudo sabe, tudo vê.
Domingo, 11 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)
O voto da diáspora - direito ou privilégio?
Do “Portugal ingrato” ao debate sobre quem merece representaçãoO debate sobre o direito de voto dos emigrantes portugueses regressa ciclicamente a

A política não é ambiente para fanfarrões
A hipocrisia está presente em quase todas as relações humanas, porém, é na política, que ela se mostra com maior desembaraço, principalmente no perí

Medalhas que inspiram o futuro da ciência
Quando a teoria ganha o céu de maneira prática, o interesse genuíno dos estudantes aumenta. Áreas que antes não atraíam jovens passam a ganhar espaço.

Maduro e o cofre de ouro na Suíça
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, enviou à Suíça R$ 5,2 bilhões em ouro entre 2013 e 2016, dinheiro esse que agora está congelado pelo governo
Domingo, 11 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)