Sexta-feira, 20 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Opinião

Cortes afetam pleito de 2016


 

O Brasil se projeta à comunidade internacional como um país cujas eleições são totalmente digitalizadas. A crise, entretanto, acaba de pulverizar esse orgulho tupiniquim. Na tarde de segunda-feira (30), a União publicou em seu Diário Oficial uma portaria na qual informa severos cortes no orçamento do poder Judiciário. Em síntese, o voto eletrônico dará lugar ao ultrapassado voto analógico, por cédulas.
 
 
 
Embora o documento esteja assinado pelo presidente do Superior Tribunal Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, a entidade publicou uma nota na qual critica, mesmo que indiretamente, as consequências dos cortes. “O total que não será repassado para a Justiça Eleitoral soma exatos R$ 428.739.416,00 o que prejudicará a aquisição e manutenção de equipamentos necessários para a execução do pleito do próximo ano. Esse bloqueio no orçamento compromete severamente vários projetos do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs)”, diz o texto.
 
O ano que vem, anunciam os economistas, será pior do que 2015. A julgar pelos contingenciamentos, o povo deve se preparar. A suspensão da utilização das urnas eletrônicas é um retrocesso escabroso, assim como outros patrocinados pela atual gestão do Executivo. O país chegou a isso. Remediar a situação exige colaboração de todos os poderes, na esperança de que um dia as finanças respirem novamente.
 
A nota informa também que Dias Toffoli apelará ao Congresso para que os processos licitatórios em andamento de urnas eletrônicas seja mantido, isto é, que o valor de aquisição seja liberado. Desse modo, as eleições eletrônicas de 2016 estariam asseguradas. O assunto viralizou na web. Gregos e troianos criticaram situação e oposição por mais este desmando. Bem-humorados internautas abusaram de memes debochados. Este novo episódio consagra um dos anos mais dramáticos da história da política brasileira.
 
Particularmente, acredito que a decisão será revista a qualquer momento. Não cheguei a votar na época das cédulas impressas, mas pessoas que vivenciaram esse período me reportaram palavras como “trabalhoso” e “manipulação”. O meio eletrônico – intransponível, segundo o TSE – veio para certificar o resultado do pleito. Em um país polarizado, onde o coronelismo ainda impera em algumas regiões, não seria temerário tamanho retrocesso? Só o futuro dirá.
 
Fonte: Gabriel Bocorny Guidotti
Bacharel em Direito e estudante de Jornalismo
Porto Alegre – RS

Gente de OpiniãoSexta-feira, 20 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Quem se mete com o mundo islâmico apanha

Quem se mete com o mundo islâmico apanha

O grande erro estratégico do Ocidente e o nascimento de uma nova ordem multipolarI. O Ego como Destino: A Herança ProtestanteHá uma linha invisível

Guerra em nome do Satanás

Guerra em nome do Satanás

          Estados Unidos, Israel e Irã estão em guerra já há mais de três semanas! O primeiro é um país majoritariamente cristão, o segundo é judeu

Com medo de serem rifados da disputa eleitoral, Hildon e Moro trocaram de partidos

Com medo de serem rifados da disputa eleitoral, Hildon e Moro trocaram de partidos

O que há em comum entre o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, e o ex-ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro e atual senador pelo es

Para além da sociologia

Para além da sociologia

Os Limites da Análise de Roxana Kreimer e a Exigência de uma Matriz Antropológica IntegralAntónio da Cunha Duarte JustoResumoO presente artigo propõ

Gente de Opinião Sexta-feira, 20 de março de 2026 | Porto Velho (RO)