Sábado, 31 de outubro de 2009 - 17h29
Não há um discurso padrão para Rondônia. Porque o Estado é uma mistura de muitos outros tantos. Como é que se pode dizer algo tão diverso num só pensamento? Até sítio arqueólogico provindo dos incas existem por aqui. Fica para o lado de Alta Floresta nos beiras do Guaporé. O Eldorado Paititi. E remanescentes de quilombolas em Santo Antonio do Guaporé. De onde vieram estes negros foragidos? A Fazenda Pau D'Olho aturdida com o drama dos búfalos selvagens, encrencando-se com a ecologia. O búfalo devastador. Forte Principe a fortaleza que não morre. Ali serena e musgada de verde pedra e natureza, enchendo o ar da mente de reflexões sobre a eternidade. Que sabedoria militar de o colocar bem ali na curva do Rio Guaporé, onde as pedras escondem o risco e o invasor é alvo dos canhões portugueses que ainda resistem o tempo. Tudo isto é Rondônia mística como a Festa do Divino Pai Eterno.
Fonte: Confúcio Moura
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