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China relaxa a política familiar + Medida europeia contra evasão ao fisco + Conflito entre Israel e Palestinenses


China relaxa a política familiar + Medida europeia contra evasão ao fisco + Conflito entre Israel e Palestinenses - Gente de Opinião

CHINA RELAXA A POLÍTICA FAMILIAR

 

Três crianças por família contra o envelhecimento da sociedade

 

Devido ao declínio das taxas de natalidade (diminuição da população) e ao rápido envelhecimento da população, na China, o Politburo do Partido Comunista (órgão supremo da liderança chinesa) decidiu (31.05.2021) "optimizar a política de natalidade". A liderança chinesa decidiu que cada família pode ter três filhos.

 

A política de um filho em vigor desde 1979, foi abolida em 2015 e substituída por uma política de dois filhos por agregado familiar.

 

O Estado promete melhorar o apoio familiar e proteger também os interesses das mulheres empregadas.

 

Os pais de hoje provêm de famílias que apenas tinham um filho, o que não vem em benefício do plano ordenado.

 

A política de uma só criança criou na China uma superabundância masculina, porque muitos na aldeia matavam as meninas e outros abortavam-nas.

 

Isto levou à criação de agências matrimoniais que mediavam os homens. Muitos vinham da Coreia do Norte.

 

As mulheres podiam assim melhor estabelecer as condições para a aceitação dos noivos.

 

Na prioridade da lista para elas está a educação (académica), um automóvel e um apartamento.

 

A Europa tem optado pela alternativa de importação de gente nova (política de imigração) e depara-se com grandes problemas de envelhecimento e com conflitos interculturais!

 

António CD Justo

Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=6534

 

MEDIDA EUROPEIA CONTRA EVASÃO AO FISCO

Oásis fiscais devem ser evitados!

Portugal, que detém atualmente a presidência dos 27 estados da EU, conseguiu implementar novos regulamentos da UE para empresários a partir de 2023.

As mulitinacionais a operar na União Europeia terão de divulgar os impostos que pagam em cada estado a partir de 2023.

Os empresários multinacionais com uma facturação mundial de mais de 750 milhões de euros terão de se tornar transparentes não só perante as repartições fiscais nos países em que actuam mas também permitirem ao público observar os seus negócios.

A nova regulamentação da UE não se aplica em todo o mundo, mas apenas nos países da UE e nos paraísos fiscais designados pela UE.

Portugal conseguiu agora esse acordo com o parlamento da EU, depois de cinco anos de disputas entre os países membros.

Segundo o ministro da economia Pedro Siza Vieira, os estados da UE perderam mais de 50 bilhões de euros por ano com a evasão fiscal.

Os grandes empresários estão chocados e criticam a desigualdade nas condições de competição!

António da CD Justo

Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=6542

 

O CONFLITO ENTRE ISRAEL E PALESTINENSES EXPRESSA A RELAÇÃO ENTRE O MUNDO OCIDENTAL E O MUNDO ÁRABE (ISLÃO)

O conflito intercultural que mascara a inimizade milenária herdada

António Justo

O Hamas (grupo armado palestinense), começou a luta contra Israel, lançando 3.150 mísseis sobre Israel; 460 deles não atingiram Israel caindo na Faixa de Gaza.  Deste modo torna-se mais difícil apurar responsabilidades pelos mortos e estragos nesta zona. Certo fica apenas que o terror mata israelitas e palestinianos (1).

Segundo o Ministério da Saúde, em Gaza foram mortas 198 pessoas, 1.300 feridas e, além da grande devastação, houve 42.000 palestinenses da Faixa de Gaza que fugiram de suas casas. Israel destruiu 150 km do sistema de túneis palestinenses e outros locais e instalações de produção de raquetes e mísseis.  Do lado israelita houve 13 mortos, centenas de feridos e muita devastação.

Estranhamente, os media internacionais mostraram, sobretudo, os mortos e os prédios destruídos por Israel em Gaza e ignoram os mortos e os estragos feitos pelos mísseis do Hamas.

As redes sociais continuam a implementar a tradicional má vontade contra os Judeus (2). Porém, nem o cultivo da guerrilha islâmica nem a afirmação de um culto de vítima por parte do judaísmo favorecem a paz!

O embaixador israelita em Portugal afirmou no Público (21.05.2021):” infelizmente, a esquerda radical europeia transformou-se na leal companheira do Islão radical… A coligação verde e vermelha, que detém uma influência real nos media, promove a agenda de elementos radicais islamitas na Europa e faz perigar todas as fundações das sociedades livres.”

Na Alemanha, o antissemitismo aumenta de forma violenta. Por vezes tem-se a impressão que a praça pública se torna em palco onde se procuram motivos para odiar. É um facto injusto que o Estado de Israel ocupe territórios conquistados que ao abrigo do direito internacional não lhe pertencem. Atendendo, porém, à relação de conflito hostil entre as partes, territórios ocupados, como os Montes Golan (Síria), são os postos avançados da defesa estratégica da existência do Estado de Israel. De recordar que 9 milhões de habitantes de Israel se encontram rodeados de 300 milhões de árabes.

Donde vem o perigo?

Por todo o lado está presente o terrorismo islâmico ou a sua pressão. A grande ameaça à paz não será Israel, mas sim o Hamas na Palestina, a ISIS islâmica na Síria, o Hezbollah no Líbano; a Irmandade islâmica no Egipto, o Boko Haram e ramificações do Alcaide em outras zonas de África e a pressão islamista na Europa. 

O conflito não terá solução, devido aos interesses estratégicos das potências internacionais e ao antagonismo entre xiitas e sunitas e à aliança da esquerda internacional com os movimentos revolucionários e terroristas muçulmanos. No terreno confrontam-se também, de um lado, os interesses árabes e, do outro, o terrorismo Jihad islâmico patrocinado especialmente pelo Irão e Turquia, povos não árabes. O conflito político-cultural entre Judeus e árabes toma a agravante islamista que alarga a inimizade a povos não árabes.

Curiosamente, “nem um só governo árabe condenou unilateralmente Israel” (HNA 22.05.2021).

Hamas é uma organização terrorista que, “em 2007, tomou o poder em Gaza por golpe militar, assassinando os seus irmãos da facção Fatah, da Autoridade Palestiniana”. A Carta do Hamas (artigo 13) é explícita:” ... soluções pacíficas...estão em contradição com os princípios do movimento da resistência islâmica... Não há solução... excepto através da jihad”.

Perante isto, Golda Meir constatava: “se os palestinianos desistirem da guerra, a guerra acaba, se os israelitas pousarem as armas, Israel desaparece do mapa… A paz só virá quando os árabes amarem os seus filhos mais do que odeiam os nossos”. Hamas é internacionalmente tida como uma organização terrorista fascista que reproduz as políticas do Irão contra Israel. À sombra de tudo isto vive a indústria da guerra e os “capitães” civis à frente de um povo que querem transformado em suas “brigadas” ; assim o terrorismo vai vivendo à custa de conflitos.

O cessar-fogo

O acordo do cessar-fogo deveu-se às fortes perdas sofridas pelo Hamas. Israel tem um armamento sofisticado e conduz, uma guerra assimétrica contra adversários que usam civis como escudos; por seu lado, Israel  planeia os ataques de maneira, possivelmente, a não destruir mesquitas, hospitais, escolas e lares porque infringiria a lei marcial internacional e geralmente avisa antes de bombardear casas que alberguem armamento, para que a população se proteja (3).

O Conflito é intercultural

O Conflito intercultural entre a cultura ocidental e a cultura muçulmana ganha expressão simbólica no choque entre israelitas e palestinenses. Tem-se a impressão que as forças islâmicas, apoiadas sobretudo pela esquerda internacional e grupos islâmicos do Ocidente, vão ganhando terreno e adiando a história de povos na esperança que chegue o seu momento para estabelecerem um Estado policial.

O sistema tribal da guerrilha, como se observa especialmente em África, parece querer transformar-se no meio de combate mais apropriado para minar sociedades contemporâneas. Sociedades, em que a colonização histórica interna não se realizara ou fora impedida, estão hoje mais votadas à violência interna, também pelo facto de a “colonização” externa (interesses económicos e de estratégica política de potências estrangeiras) operar como factor desestabilizador apoiando grupos internos rivais (lutas pela hegemonia entre tribos ou grupos regionais)!

Israel já ofereceu por mais de dez vezes a criação de um Estado Palestino, contudo a liderança palestina, fiel ao seu programa, disse sempre que não.

Causa estranheza o facto de, sendo muito embora Israel um país democrata, e apesar da situação ser muito complexa, as redes sociais e, em especial, muitos activistas estarem a solidarizar-se unilateralmente com a ‘ditadura’/ ‘terrorismo’ /’resistência’ do Hamas. Existe sofrimento e injustiça de ambos os lados.

A questão palestinense é demasiado complexa para poder ser reduzida a um pró ou a um contra uma das partes do conflito. Existem muitas perguntas que não podem resumir-se a uma só posição. Factos complexos tornam-se irreconhecíveis. Duas coisas estão em jogo: os interesses de Israel e os interesses do Islão.

O caminho para a paz teria que começar por pacificar as ideologias políticas e religiosas doutro modo continuaremos, de um lado e do outro, a ser promotores de guerra e não de paz.

António CD Justo

Notas em Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=6540

 

TAMBÉM HOJE?!

“Vivemos tempos sombrios, onde as piores pessoas perderam o medo e as melhores perderam a esperança”!

Hannah Arendt (1906 – 1975), Filósofa e teórica política

Apesar de tudo isto, vale a pena construir futuro com todos e para todos!

 

UMA FRASE DIGNA DE SER REFLECTIDA.

“Na Esquerda, depois do fim da URSS, os partidos comunistas foram-se evaporando, substituídos por partidos que abandonaram as “classes trabalhadoras”

e foram procurando legitimidade na protecção e projecção de minorias e de causas minoritárias.

À direita, os partidos do sistema concentraram-se no liberalismo

económico e esqueceram toda a tradição da direita em termos de valores de

orientação permanente – religiosos, identitários, familiares, de solidariedade e justiça social.”

Jaime Nogueira Pinto, no seu artigo: “O lugar de onde se observa”

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