Quinta-feira, 19 de outubro de 2017 - 16h10
Lúcio Albuquerque, repórter

Morador tem dificuldade em sair de casa com uma matilha acampada no portão
Disputando a preferência de fêmeas no cio ou só circulando por qualquer local de Porto Velho, uma enorme quantidade de cães tomou conta das ruas da capital, gerando muitas reclamações tanto de pessoas que dizem já terem sido ameaçadas pelos animais quanto pelo temor de que isso possa provocar um surto de hidrofobia.
“Eu tenho medo” – disse o jornalista José Souza, lembrando que já foi mordido por um cão e teve, por isso, de tomar mais de 10 injeções, e numa época em que estava viajando muito. Ele reclama ainda da falta que a “carrocinha” faz.
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| Na disputa pela fêmea os cães atravessam o riacho bem próximo à rodoviária da capital |
É só conversar com as pessoas nas ruas, e a queixa continua, especialmente porque com o fim da atividade da “carrocinha” que recolhia os animais e levava para o canil municipal, houve uma proliferação de cães de todos os tipos, “e a gente nem tem para quem reclamar, porque se alguém propuser esterilização vão acabar querendo processar quem reclama”, disse Pedro André, morador do Bairro JK.
Mas não é só nos mercados ou pelas ruas de bairros afastados que a presença grande de cães, e também de gatos, gera reclamações. “Os gatos também proliferam na mesma medida de que acabou o recolhimento que era feito antes”, disse Pedro André.
Um dos locais onde é comum se encontrar cães abandonados é no Espaço Alternativo, local muito frequentado por pessoas de todas as idades, onde outro problema é recorrente: há quem vá àquele local levando seus animais e circulam com eles, muitos com atitudes agressivas, sem mordaça nem coleira.
No “Espaço” ainda há um problema maior: já houve vários casos de pessoas que levam os cães e soltam. Numa das situações estão os pequenos, que correm o risco de serem atropelados por ciclistas ou skatistas, podendo causar um acidente grave.
Pior são os cães de grande porte, levados para ali, e deixados soltos ou conduzidos por crianças que podem ser arrastadas pelos animais. Nos dois casos é comum que os cães defequem e seus proprietários deixam as fezes lá mesmo, até porque não há qualquer tipo de fiscalização no local.
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