Segunda-feira, 27 de março de 2023 - 13h05

O
Brasil continua sendo um país em que políticos e dirigentes públicos,
abroquelados na certeza da impunidade reinante, não pensam duas vezes antes de
meterem suas mãos sujas no suado dinheiro do contribuinte. Relatórios dos
órgãos de fiscalização, aqui e alhures, apontam não somente os bilhões
desviados, como também os métodos usados pelos facínoras para darem destinação
à dinheirama surrupiada dos cofres públicos. As pontes são um dos meios
preferidos dos corruptos para desviarem dinheiro público. Qualquer pinguela não
sai por menos de dois milhões, quando todo mundo sabe, e não precisa ser
especialista no assunto, que a obra custaria metade do preço. Isso quando o monstrengo
não fica pelo meio do caminho, por motivos óbvios, iniciando, assim, um
festival de aditivos, que eleva o valor da obra aos píncaros.
Logo
que uma roubalheira é denunciada, porém, aparece alguém propondo a criação de
uma CPI, que, na maioria das vezes, não vê nada e, se vê, finge que não viu,
preferido jogar a sujeira para debaixo do tapete e espetar a despesa na conta
do contribuinte. Quando alguém resolve levar a denúncia adiante, vem o lado
desanimador, que é a lentidão da justiça. Além disso, no Brasil, a execução das
penas costuma se arrastar por anos a fio. Com isso, os processos acabam
recebendo inúmeros recursos, dificultando a punição, de fato, dos saqueadores
do erário. Uma vez condenados, logo estarão livres, leves e soltos, zombando da
sociedade e queimando os milhões pilhados do povo com viagens e despesas em
hotéis de luxo.
O
pior de tudo, porém, é que, os ladravazes sabem perfeitamente o que estão
fazendo e agem deliberadamente no sentido de burlar os procedimentos recomendados
para a administração dos recursos financeiros, pois acreditam, como eu disse,
que realmente vivem em um país onde vale a pena roubar, dada a maleabilidade da
legislação brasileira e a lentidão da justiça.
Não
menos preocupante, contudo, é a tolerância de parcela expressiva da sociedade
brasileira com os corruptos, incentivando-os, com isso, a continuarem se
locupletando do dinheiro público. A ampliação do acesso às informações, a
realização de debates nos mais diferentes espaços públicos e privados, além de
penas rigorosas e, consequentemente, o ressarcimento do dinheiro roubado, são
caminhos saudáveis para que a população brasileira reveja questões como essa e
passem a rejeitar a corrupção de maneira enérgica.
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