Segunda-feira, 23 de junho de 2025 - 15h37

A influência digital no setor financeiro
nunca esteve tão evidente. Com as redes sociais cada vez mais consolidadas como
plataformas de informação e engajamento, os influenciadores especializados em
finanças pessoais, investimentos e economia ganharam ainda mais protagonismo.
O mais recente relatório FInfluence,
divulgado no início de junho pela Anbima, em sua oitava edição, mostra que a
produção de conteúdo sobre o universo financeiro atingiu números recordes no
segundo semestre de 2024 — tanto em volume quanto em alcance.
Canais
com maior influência
O estudo mapeou 741 influenciadores,
distribuídos em 1.662 perfis dedicados ao tema em quatro grandes plataformas: X
(antigo Twitter), YouTube, Instagram e Facebook. Esses criadores publicaram 394
mil postagens no período analisado, revelando uma alta significativa no
engajamento médio por conteúdo.
Com 2.965 interações por post, o volume
representa um crescimento de 21% em comparação com a edição anterior do
relatório, marcando o maior índice desde o início da série histórica.
Entre os canais analisados, o YouTube se
destacou como o ambiente de maior influência de longo prazo, registrando 10.816
interações médias por vídeo — número que o consolida como o principal espaço
para conteúdos aprofundados.
Já o Instagram ampliou sua relevância na
atração de novos influenciadores, enquanto o X enfrentou um semestre
conturbado: a plataforma sofreu uma queda no número de publicações e no
engajamento, reflexo direto da suspensão temporária determinada pelo Supremo
Tribunal Federal (STF) no fim de agosto de 2024.
Temas
abordados
No que diz respeito aos temas abordados,
o levantamento mostra que quase todos os influenciadores monitorados (718 dos
741) trataram de produtos financeiros. A frequência das menções a aplicações
específicas aumentou 13,6%, totalizando 222 mil citações. Mais do que
quantidade, esses conteúdos também mobilizaram o público: as interações sobre
investimentos saltaram 30%, atingindo 4,7 mil em média por publicação.
O assunto que mais chamou a atenção dos
seguidores foi sobre investir em renda fixa. Com
engajamento médio de 8.490 interações, os conteúdos sobre esse tipo de
aplicação se tornaram os mais atrativos do período — um avanço de 117,9% em
relação ao levantamento anterior. O cenário de juros elevados e a busca por
segurança podem explicar essa preferência do público.
Apesar disso, a renda variável continuou
dominando a pauta, com mais de 220 mil menções — um aumento de 14,3%. A
versatilidade desse mercado e o volume de novidades, incluindo ações, fundos
imobiliários e criptoativos, contribuem para a sua recorrência nos perfis
especializados.
O estudo também destaca que, quando não
se referem diretamente a produtos financeiros, os influenciadores diversificam
os assuntos. Trade, cenário econômico nacional e internacional, investimentos
sustentáveis, finanças pessoais e política estão entre os tópicos recorrentes.
Essa pluralidade de temas amplia o alcance dos perfis, ao conectar finanças com
questões do cotidiano e do debate público.
Outro ponto relevante foi a atuação das
influenciadoras mulheres, que passaram a abordar conteúdos com viés mais
inspirador, relacionando qualidade de vida e saúde financeira. Embora essas
postagens tenham registrado um volume menor de interações, revelam uma
tendência de humanização do conteúdo financeiro, com foco em bem-estar e
organização pessoal.
Educação
financeira
O relatório FInfluence confirma que os
influenciadores financeiros seguem como importantes mediadores entre o mercado
e a população. Ao traduzirem temas complexos e adaptarem o discurso às
dinâmicas das redes sociais, esses criadores têm papel estratégico na educação
financeira, estimulando o interesse e o engajamento de diferentes públicos.
Com dados cada vez mais robustos,
torna-se possível compreender não só o comportamento dos influenciadores, mas
também os interesses reais de milhões de brasileiros conectados à economia
digital.
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